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Braço direito do presidente da República, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) foi uma das autoridades prejudicadas pela grupo. (Foto: Agência Brasil)

Quadrilha é Desarticulada: Políticos tiveram celulares clonados.

Três ministros de Michel Temer, a governadora do Paraná e autoridades do Maranhão estiveram entre os alvos do crime.

18/07/2018

Brasília/São Luís. A Polícia Federal desarticulou um grupo criminoso responsável pela clonagem de celulares de autoridades públicas como os ministros Carlos Marun (Secretaria de Governo) e Eliseu Padilha (Casa Civil), ambos do MDB, e a governadora do Paraná, Cida Borghetti (PP). Resultado de investigação conduzida em parceria com as polícias civis do Paraná e do Maranhão, a Operação Swindle cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva no Maranhão e em Mato Grosso do Sul.

O ex-ministro do Desenvolvimento Social e Agrário Osmar Terra, que esteve na função entre maio de 2016 a abril deste ano, também foi uma das vítimas. Um dos presos no Maranhão, Leonel Pires Júnior seria o líder do grupo e responsável por comprar, por meio de uma empresa, os chips utilizados pelos criminosos. A PF também descobriu que uma lan house era usada para a prática da fraude.

Os criminosos, segundo a PF, se apossavam das contas de um aplicativo de mensagens das vítimas e, se fazendo passar como reais donos dos números, solicitavam transferências bancárias para pessoas de suas listas de contatos. Para receber os valores, o grupo se valia de contas bancárias falsas e outras emprestadas por terceiros.

Os investigadores ainda não sabem os valores arrecadados pelo grupo com o golpe.

“Os golpistas se passavam pelas autoridades, alegando que tinham seu limite de transferência bancária excedido e solicitavam que a pessoa da lista de contatos da agenda telefônica fizesse uma transferência complementar para uma conta dada pelo falsário. Em alguns casos os golpistas encaminhavam boletos a serem pagos pelas vítimas, que acreditavam estar fazendo um favor para os mesmos”, disse em nota a polícia do Maranhão.

Depósito

Carlos Marun foi o primeiro dos ministros a ser alvo do grupo. Após ser acionado via aplicativo, um amigo pessoal do ministro se dispôs a fazer um depósito.

Marun afirmou à época que quem trocava mensagens com o falsário recebia de volta um pedido de “um favor” seguido da pergunta se o contato possuía conta do Banco do Brasil.

Braço direito do presidente Michel Temer (MDB-SP), o ministro Eliseu Padilha foi alvo duas vezes do grupo criminoso. Após trocar pela segunda vez de celular por causa da clonagem, o emedebista enviou uma mensagem aos seus contatos.

“Atenção: este meu celular foi clonado e soube que estão fazendo pedidos indevidos em meu nome. Não atendas nem mandes mensagens para este número. Vou tratar de responsabilizar criminalmente o clonador”, escreveu Padilha.

O grupo criminoso alvo da Operação Swindle clonou ainda o celular do deputado estadual Adriano Sarney, neto do ex-presidente José Sarney, e de várias autoridades do Maranhão.



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