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Pré-candidato do PSL, Jair Bolsonaro, tentou fechar "casamento" com senador Magno Malta (PR-ES), mas a negociação para compor a chapa fracassou. (Foto: AFP)

Presidenciáveis: Bolsonaro desiste do PR, alvo de Ciro.

Capitão reformado deve anunciar hoje general como seu vice, enquanto ex-governador do Ceará busca ter Josué Gomes.

18/07/2018

Brasília. Na reta final da costura de alianças para disputar o Planalto, o pré-candidato do PSL, o capitão da reserva do Exército Jair Bolsonaro, desistiu do acordo com o PR e abriu caminho para que seu principal adversário hoje, Ciro Gomes (PDT), iniciasse uma ofensiva pelo partido. Líder nas pesquisas sem o ex-presidente Lula, com 20%, Bolsonaro abriu mão do principal ativo do PR, 45 segundos de tempo de TV, e agora segue com oito segundos, para fazer campanha e tentar se defender dos ataques de seus adversários durante o horário eleitoral.

O capitão reformado tentava atrair o senador Magno Malta (PR-ES) para a vaga de vice de sua chapa, com o objetivo de aumentar sua interlocução com os evangélicos -Malta é ligado a esse nicho do eleitorado. Na semana passada, porém, o senador anunciou que tentaria só sua reeleição e o acordo começou a naufragar. Hoje, Bolsonaro deve anunciar como vice o general Augusto Heleno (PRP), o que agregará mais 4 segundos de TV ao pré-candidato. Será uma chapa formada só por militares a se lançar na sucessão presidencial.

"Quero um cara com responsabilidade do meu lado. Chega desses bananas aí que compõem para ganhar tempo de TV, mais nada além disso, e continuar metendo a mão, roubando o nosso Brasil", disse Bolsonaro, ontem, em evento em São Paulo.

Heleno foi o primeiro comandante da missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti, de 2004 a 2005, e atuou na Amazônia. O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, disse que o PR seria só um "apêndice" e que o "casamento" de seu partido era com Malta. Até a semana passada, o dirigente do PR Valdemar Costa Neto, negociava com Bolsonaro, quando um dos filhos do presidenciável criou barreiras para uma coligação proporcional no Rio. O objetivo de Valdemar era eleger uma bancada maior de seu partido no Congresso, e o entrave no Rio e em São Paulo bloqueou as conversas.

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), aliado de Bolsonaro, foi escalado para conversar com o filho do pré-candidato e convencê-lo a ceder, mas não teve sucesso.

Avisados, aliados de Ciro Gomes iniciaram uma ofensiva sobre o PR. Segundo aliados, o ex-governador do Ceará, que deve se encontrar com Valdemar ainda esta semana, oferecerá a vaga de vice ao empresário Josué Gomes (PR-MG), filho do ex-vice presidente José Alencar.

O cálculo de Ciro é pragmático: ao tentar atrair o PR, poderia provocar um efeito cascata nos outros partidos do chamado centrão, como DEM, PP, Solidariedade e PRB, que ainda estão divididos quanto a quem apoiar na corrida pelo Planalto.

O grupo já não tem certeza de que marchará junto em direção a Ciro ou a Geraldo Alckmin (PSDB), mas pretendia tomar uma decisão até amanhã (19).

Lula

Enquanto o PT segue na busca de alianças, a assessoria de imprensa de Lula divulgou, ontem, um vídeo para marcar os 100 dias da prisão do petista. Nele, Lula diz ser o sonho de consumo do juiz Sérgio Moro e daqueles que o condenaram, que não querem que a Lava-Jato tenha fim.

Reforçando oposição à candidatura de Henrique Meirelles (MDB) à Presidência, o senador Renan Calheiros (MBD) disse apoiar a candidatura de Lula.

"Apoio o presidente Lula pelas convicções que tenho da inocência dele. A candidatura do Meirelles ficaria muito bem para o banco de Boston, jamais para a Presidência. Ele não é originário do PMDB, é originário da JBS", disse o senador, que visitou o petista na prisão, junto a outros quatro parlamentares.



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