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Segundo a decisão judicial, Yngrid não participava diretamente dos golpes, mas "tinha profundo conhecimento das atividades criminosas", chegando a emprestar o celular para o namorado e comprado chips telefônicos para ele aplicar os golpes. (Foto: Reprodução/Instagram)

3,9 Anos de Reclusão: Pivô de briga em hamburgueria de Fortaleza está entre condenados por furto de R$ 7,5 milhões.

Yngrid de Castro Rosa foi condenada a 3 anos, 9 meses e 25 dias de reclusão por ter ajudado o namorado a cometer os golpes.

21/07/2018

A Justiça Federal no Ceará condenou, no dia 20 de junho, onze integrantes de uma organização criminosa a um total de 85 anos de prisão por cometerem furtos a contas bancárias e aplicarem golpes pela internet, o que teria causado um prejuízo de R$ 7,5 milhões às vítimas. Entre os condenados, está Yngrid de Castro Rosa, que foi um dos pivôs de uma confusão em uma hamburgueria de Fortaleza, em janeiro deste ano, caso que viralizou nas redes sociais.

Yngrid foi condenada, em primeira instância, a 3 anos, 9 meses e 25 dias de reclusão por ter participado dos golpes, ajudando o líder da quadrilha, Artur Franklin de Sousa Lima, apontado como seu namorado. Ainda cabe recurso.

Segundo a decisão judicial, a companheira de Artur não participava diretamente dos golpes, mas "tinha profundo conhecimento das atividades criminosas", tendo emprestado o seu celular para viabilizar diversos furtos eletrônicos, além de ter comprado chips telefônicos, a mando do namorado.

Relembre a confusão na hamburgueria

No período da confusão na hamburgueria, Yngrid era investigada, como confirmou a PF à época. A briga na hamburgueria começou porque Yngrid estava sentada em uma mesa com amigos, quando outro grupo de meninas chegou e sentou no local, a convite de um dos rapazes que estava com Yngrid. Uma das garotas pegou uma batatinha da porção que estava à mesa, que seria do amigo em comum entre os dois grupos.

Confira o vídeo:



Irritada com a atitude, Yngrid disse para elas saírem, e uma das meninas do outro grupo afirmou que não ia sair porque seu amigo tinha reservado a mesa para elas. A discussão continuou até que Yngrid mandou todos 'calarem a boca' porque ela estava com sua 'bolsa da Gucci' que 'valeria mais do que a vida das rivais'.

Em seguida, a confusão começou, com limonada na cara para um lado, puxão de cabelo para o outro, até a situação ser acalmada pelos seguranças e colegas das jovens. O caso ficou famoso em Fortaleza, sendo um dos assuntos mais comentados na época.

Operação Valentina

Os onze réus chegaram a ser presos pela Polícia Federal no ano passado durante a 'Operação Valentina', que desarticulou a organização. Eles são acusados de subtrair R$ 7,5 milhões e de terem feito mais de mil vítimas em todos o País, praticando furtos eletrônicos a partir da violação de senhas e credenciais de contas bancárias para retirar valores. Clientes da Caixa Econômica Federal (CEF), Banco do Brasil (BB) e Itaú foram alguns dos que tiveram as contas invadidas.

Condenados

No último dia 20 de junho, Artur Franklin de Sousa Lima; José Syla Silveira Junior, conhecido como 'Zoim'; Ítalo Queiroz Costa; Renato Vieira do Nascimento; Leonardo Vieira dos Santos, o 'Léo Mombaça'; Caio César Santos da Silva, o 'Panelão'; João Kléber Farias de Oliveira, 'Klebinho'; e Francisco Glauco Ferreira Pereira, 'Cabeça' foram condenados pelos crimes de furto qualificado e organização criminosa. Enquanto Paulo Weyne da Silva Muniz, Yngrid de Castro Rosa e Evaneide Moura Barbosa foram condenados pelo furto qualificado.

Defesa

O advogado Kayrys Motta, representante do réu Caio César Santos da Silva, afirmou que o cliente não participava da organização criminosa e que irá recorrer da decisão. "Um dos crimes que ele foi acusado é a organização criminosa. A lei diz que todos têm que ter conhecimento da hierarquia da organização criminosa. No depoimento, o Caio César disse que não tinha conhecimento da organização. Ele apenas comprava chips em um grupo de WhatsApp e repassava por um valor para os ditos chefes da organização", alegou.

Os defensores dos outros réus não foram localizados pela reportagem ou não atenderam as ligações telefônicas. Durante o processo, os advogados de defesa dos 11 presos alegaram negativa de autoria e pediram pela absolvição dos clientes. O 12º acusado de participar da quadrilha, Marcos Rodrigues de Oliveira, teve o processo desmembrado na Justiça Federal.



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