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Considerando apenas o rendimento de junho, o Estado criou 29.982 postos de trabalho, mas terminou com saldo de apenas 725 empregos. (Foto: Valdecir Galor)

2º Melhor Resultado do NE: Ceará abre 9,4 mil empregos entre janeiro e junho.

Contudo, saldo positivo de postos de trabalho, segundo coordenador do IDT, não reverte quadro criado pela crise.

21/07/2018

O Ceará fechou o primeiro semestre de 2018 com um saldo positivo de 9.473 empregos criados. A informação faz parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgado na última sexta-feira (20). Os dados estaduais representam o segundo melhor desempenho do Nordeste, ficando atrás apenas da Bahia, que terminou os seis primeiros meses do ano com saldo de 20.433 empregos. Na Região, apenas quatro estados tiveram números positivos. Já Fortaleza, no mesmo período, acabou criando 1.855 postos de trabalho.

A Capital, no entanto, ficou atrás de Quixeramobim no desempenho analisado pelo MTE em municípios até 30 mil habitantes. A cidade do Interior terminou o primeiro semestre com um saldo positivo de 4.815 empregos. Em números absolutos, Fortaleza teve a abertura de 113.854 postos, contra o fechamento de 111.999. Esse desempenho contribuiu para que o Ceará criasse 195.145 empregos, enquanto 185.672 foram extinguidos, considerando o período de janeiro a junho deste ano.


(Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Saldo mensal

Em relação apenas ao mês passado, a pesquisa indica 29.982 postos de trabalho abertos no Ceará, contra 28.081 fechados, representando um saldo positivo de 725 empregos. Os setores com maior destaque, considerando junho último, foram o de serviços, responsável pela abertura de 1.039 vagas, e o da construção civil, com saldo de 545 empregos criados. Segundo Erle Mesquita, coordenador de Estudos e Análises de Mercado do Instituto do Desenvolvimento do Trabalho (IDT), os números refletem a expansão do mercado imobiliário no Estado, com o perfil demográfico de verticalização das cidades impulsionando os números positivos no primeiro semestre

"Temos a expansão das cidades impulsionando a criação de postos trabalho tanto na construção civil quanto na administração e manutenção de prédios, com vagas de zelador ou porteiro sendo criadas, mas ainda não tivemos resultados bons em outros setores, como no comércio", avaliou Mesquita.

Em junho de 2018, o comércio foi responsável pelo fechamento de 634 postos de trabalho. A indústria de transformação também terminou o último mês com saldo negativo, de 489 empregos fechados.

Semestre

Na perspectiva semestral, entretanto, esse setor foi responsável pelo saldo positivo de 3.674 empregos, ficando atrás apenas dos serviços, que geraram 8.152 vagas. A indústria de transformação, no primeiro semestre, acabou superando a construção civil, que terminou o período com um saldo de 2.534 postos de trabalho abertos.

O comércio foi apontado como tendo o pior resultado nos seis primeiros meses do ano, fechando 4.126 empregos, o que, para Erle Mesquita, ainda reflete a crise econômica nacional. O alto nível de desemprego - indicado em 12, 8% para o primeiro trimestre do ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) -, o endividamento da população e a incerteza quanto ao cenário econômico foram os fatores apontados pelo coordenador de análises do IDT para o resultado ruim do comércio.

"Nós temos, em 2018, um comportamento diferente do ano passado, quando foram fechados mais de 14 mil postos de trabalho, mas ainda temos alguns setores sentindo os efeitos dessa crise econômica, mesmo outras áreas tenham apresentado números diferentes em relação a 2017, como indústria e construção civil", disse Erle.

Avaliação

Apesar do Caged apontar números positivos para o Estado no primeiro semestre deste ano, o coordenador do IDT ponderou que o desempenho ainda não é o suficiente para reverter o quadro econômico nacional. A falta de políticas públicas para a criação de empregos e medo de ficar sem trabalho deverá levar a discussão para um patamar de muita relevância durante as eleições, em outubro deste ano.

"Em tese, apesar de toda a turbulência política a gente acreditava que o ano seria melhor até pela Copa do Mundo e o período eleitoral, que acabam impulsionando vários setores da economia, e porque tínhamos uma base de comparação muito ruim. Mas os números ainda estão muito aquém do que a gente precisa para reverter o desemprego no País", disse.



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