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Garotinho (PRP-RJ) foi condenado a uma pena de quase 10 anos de prisão por corrupção eleitoral; ele deseja disputar o governo fluminense. (Foto: AFP)

Habeas Corpus: Anthony Garotinho deve ser julgado antes das eleições, afirma PGR.

25/07/2018

Rio de Janeiro. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) dê prioridade à análise do habeas corpus impetrado pela defesa do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PRP), para que o Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-RJ) possa julgar o político. O parecer foi enviado pela procuradora-geral ao ministro Ricardo Lewandowski, presidente da 2ª Turma do STF.

Raquel Dodge justificou que há necessidade de se garantir segurança jurídica ao pleito eleitoral de 2018, já que Garotinho é pré-candidato ao governo do Rio pelo Partido Republicano Progressista. A procuradora-geral solicitou a "submissão imediata" do agravo à Segunda Turma e manifestou-se pelo não conhecimento do pedido da defesa e pela revogação da liminar concedida pelo relator.

Segundo o Ministério Público Federal, uma condenação de Garotinho após as eleições de outubro não impedirá que ele tome posse caso vença a disputa. O ex-governador foi preso em 13 de setembro de 2017 enquanto apresentava seu programa diário na Rádio Tupi, "Fala Garotinho". Cumprindo decisão da 100ª Vara Eleitoral, ele foi levado para sua casa em Campos.

Garotinho foi condenado no caso "Chequinho" a nove anos, 11 meses e 10 dias de prisão por corrupção eleitoral, repetida 17.515 vezes, associação criminosa supressão de documento e coação no curso do processo.

Cabral

Já o também ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (MDB), que está preso no presídio de Bangu 8, chegou a ser enviado, ontem, para a solitária, após reclamar de uma ordem de um promotor de ficar de cabeça baixa e de frente para a parede, durante inspeção na cela. À noite, a Justiça do Rio de Janeiro emitiu ordem para que Cabral deixe a solitária e retorne à cela de origem, após a defesa do ex-governador do Rio de Janeiro acusar o promotor de abuso de autoridade.

O promotor de Justiça André Guilherme Tavares Freitas negou a acusação. Segundo ele, o ex-governador reagiu "aos gritos" quando recebeu ordem para que ficasse na "posição de confere", padrão aplicado a todos os presos durante a fiscalização.



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