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O deputado Mendonça Filho (DEM-PE) é hoje o nome mais palatável para o “Centrão”, grupo que deve ser base da chapa liderada pelo PSDB. (Foto: ABR)

Plano B" a Josué: Aliados de Alckmin divergem sobre vice.

Ontem, o presidenciável participou de evento em que apresentou pontos de seu programa econômico.

25/07/2018

Brasília/São Paulo. O suspense promovido pelo empresário Josué Alencar (PR) sobre se vai aceitar ou não o convite para ser o candidato a vice na chapa presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB) já faz aliados do tucano divergirem sobre as opções de plano B que passaram a ser ventiladas ontem.

Os três nomes defendidos por integrantes de partidos do “Centrão” -DEM, PP, PR, SD e PRB- e do PSDB são o deputado Mendonça Filho (DEM-PE), a senadora Ana Amélia (PP-RS) e o ex-ministro Aldo Rebelo (SD-SP). Os dois primeiros disputam o Senado e o último havia se lançado pré-candidato à Presidência da República.

Mendonça é hoje o nome mais palatável para a maioria do grupo. Ele foi um dos que trabalharam dentro de seu partido contra o apoio a Ciro Gomes (PDT-CE), possibilidade que existia até a semana passada.

Mendonça estará em Brasília hoje, quando o “Centrão” se reúne para discutir o anúncio oficial do apoio à pré-candidatura de Alckmin, ato previsto para amanhã. No entanto, o DEM está priorizando a garantia de apoio à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) como presidente da Câmara. Ana Amélia disse que pretende continuar trabalhando por sua recondução ao Senado e não se mostrou disposta a aceitar um eventual convite para ser a vice de Alckmin.

“O vice tem um papel relevante na história recente do nosso país. Independente de reconhecer essa relevância, continuo focada na questão da reeleição ao Senado”, afirmou a gaúcha.

Já Aldo Rebelo, nome defendido pelo presidente de seu partido, o deputado Paulinho da Força (SD-SP), não conta com a simpatia de todo o PSDB.

Uma ala da legenda o considera muito à esquerda. Rebelo já foi filiado ao PC do B.

Alckmin e “Centrão” ainda esperam uma decisão de Josué.

Agenda econômica

Enquanto seus aliados articulam a costura da chapa presidencial, Geraldo Alckmin participou de evento em que apresentou pontos de seu programa econômico.

Ele reiterou seu compromisso com a eliminação do déficit fiscal em dois anos caso seja eleito no pleito deste ano.

Segundo o tucano, que participou de palestra na Amcham São Paulo na manhã de ontem, a medida é necessária para ter uma política monetária mais amigável, com juros mais baixos e câmbio flutuante e competitivo.

“Nós sabemos fazer”, emendou, trazendo o exemplo de São Paulo, Estado que governou até abril. “No ano passado, São Paulo sozinho fez R$ 5,3 bilhões de superávit. Os demais Estados e municípios fizeram, juntos, R$ 2,7 bilhões”.

Alckmin reiterou seu compromisso em fazer as quatro reformas - política, tributária, da Previdência e do Estado - no primeiro ano de mandato e disse que elas podem ser encaminhadas ao mesmo tempo.

Imposto sindical

Na palestra, Alckmin, voltou a defender a reforma trabalhista aprovada pelo governo do presidente Michel Temer, e disse não concordar com a volta do imposto sindical.

“O Brasil tem um recorde de sindicatos de trabalhadores e patronais. Alguns nunca realizaram uma assembleia”, criticou.

“Com a reforma, vamos manter aqueles que tenham liderança e cumpram o papel de defesa do trabalhador”, acrescentou.



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