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Roberto Giannetti da Fonseca deixou o cargo de coordenador do programa de governo de João Doria em SP. (Foto: AL-SP)

Investigado na Zelotes: João Doria perde coordenador.

27/07/2018

Brasília. A Polícia Federal deflagrou, ontem, mais uma fase da Operação Zelotes, que mira um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo ex-conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), espécie de tribunal que avalia recursos a autuações da Receita Federal.

O economista Roberto Giannetti da Fonseca, coordenador do programa de governo da candidatura de João Doria (PSDB), foi um dos alvos da ação.

Ele é suspeito de integrar esquema de pagamento de propina a membros do Carf para ajudar a siderúrgica Paranapanema a se livrar de débitos aplicados pelo Fisco, em 2014. O prejuízo apurado pelos investigadores, em valores atualizados, é de R$ 650 milhões.

Segundo nota da coligação de Doria, Giannetti deixou a campanha para se dedicar à sua defesa.

A Paranapanema foi autuada por, supostamente, usar indevidamente benefícios fiscais do "drawback" (tipo de regime aduaneiro especial que elimina tributos de importação).

A empresa contratou a Kaduna Consultoria, de Giannetti, para prestar assessoria no caso. Conforme o inquérito, o economista subcontratou outros dois escritórios de advocacia, com atuação em Brasília, para comprar decisão do conselho.

Em 2014, a Paranapanema conseguiu reverter o débito da Receita por meio de um recurso de 1ª instância no conselho. Depois disso, a empresa do economista recebeu R$ 8 milhões.

Defesa

A Paranapanema afirmou, em nota, que não foi notificada oficialmente e "repudia quaisquer atos de ilegalidade".

Giannetti e sua empresa, a Kaduna, afirmaram que "estão abertos a prestar qualquer informação e colaborar" com a Justiça. "Ele sempre se pautou pelos princípios éticos e legais no relacionamento com seus clientes e com as autoridades públicas".



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