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Pré-candidato do PSDB se referiu aos integrantes do bloco como "cinco grandes partidos que têm responsabilidade com o povo brasileiro". (Foto: Reprodução/Folhape)

Disputa Presidencial: Centrão fecha apoio a Geraldo Alckmin.

Agora presidenciável tucano negocia ampliar arco de alianças que contemple agremiações como PTB, PSD, PPS e PV.

27/07/2018

Brasília. Sem conseguir definir quem será seu vice, o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, oficializou, ontem, aliança com partidos do "Centrão", bloco formado por DEM, PP, PR, PRB e SD.

Alckmin começou o dia em um hotel em Brasília ouvindo palavras públicas de apoio da cúpula de legendas conhecidas pelo apetite por cargos e por abrigarem alvos do mensalão, da Lava-Jato e da operação Registro Espúrio. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), enviou mensagem anunciando que desistia de disputar o Planalto e sacramentando a aliança com o tucano.

No acordo com Alckmin, Maia negociou o apoio do PSDB e dos integrantes do bloco para uma eventual reeleição ao comando da Câmara, em 2019. Comandante do PR mesmo sem ser filiado à sigla e um dos principais fiadores do apoio do bloco a Alckmin, Valdemar Costa Neto mandou o deputado Milton Monti (SP) para representá-lo.

Alckmin se referiu aos integrantes do bloco como "cinco grandes partidos que têm responsabilidade com o povo brasileiro e com o nosso País" e ignorou pergunta de jornalista sobre como lidar com eventuais cobranças em troca do apoio, caso se eleja. Logo após o evento, o tucano e aliados receberam a carta em que o empresário Josué Alencar (PR) formalizou sua decisão de não ser vice na chapa do presidenciável tucano.

"Por questões pessoais não posso aceitar. Estou convicto, contudo, de que os partidos unidos neste momento em favor de um Brasil melhor indicarão candidato a vice-presidente capaz de agregar muito mais força eleitoral e conhecimento político do que eu", disse trecho da carta.

Com a mensagem de Josué, a novela da vice tucana encerrou um capítulo para dar início a outro. Agora, Alckmin passa a discutir opções não apenas com o Centrão, mas também com PTB, PSD, PPS e PV, partidos que estão em seu palanque presidencial. O primeiro a ser visitado pelo tucano foi o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson. Ganhou força a possibilidade de indicação de alguém do PP, maior partido do bloco, com 49 deputados. A vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho, e o empresário Benjamin Steinbruch, são cotados.

"Vamos nos debruçar agora sobre isso, mas sem correria. Tem uma semana para a gente definir", disse Alckmin, adotando como data limite o dia 4 de agosto, quando o PSDB realiza sua convenção nacional.

O ex-governador terá até esta sexta (27) uma primeira conversa com o presidente do DEM, ACM Neto, escalado para conduzir as negociações.

Interlocutor

O líder do DEM, o deputado federal, ACM Neto (BA), foi escolhido pelos partidos do Centrão para fazer a interlocução com Alckmin (PSDB) na busca de um vice para compor sua chapa. "Decidimos por unanimidade que ACM vai conversar com Alckmin para ver se o vice sai dessa coligação", disse o líder do Solidariedade, Paulino da Força, ao deixar uma reunião realizada ontem na casa de Ciro Nogueira (PP-PI).

PDT

A recusa de Josué Gomes em ser vice na chapa de Alckmin gerou comentário do candidato Ciro Gomes (PDT), para quem o empresário foi vítima de uma armadilha por parte dos partidos que integram o Centrão.

"Na medida em que ele foi orientado por Lula a entrar no PR, ele entrou numa armadilha", disse o pedetista, que participou, em São Paulo, da convenção estadual do partido que anunciou o apoio do PDT à reeleição do governador Márcio França (PSB). O PDT corteja o PSB para um apoio nacional a Ciro_ em SP, pedem uma vaga majoritária na chapa de França, emplacando o vice-governador ou um dos candidatos ao Senado.



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