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Eduardo Paes (DEM) ignorou, em seu discurso, a ação da Lava-Jato que levou três ex-governadores para a cadeia, incluindo o ex-aliado dele Sérgio Cabral. (Foto: AE)

Ao Lado de Maia: Paes lança-se candidato ao governo do Rio.

O ex-prefeito carioca enfatizou as crises na economia e na segurança que atingem o Estado.

30/07/2018

Rio de Janeiro. Sem mencionar a Lava-Jato ou a corrupção no Estado, o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), lançou-se candidato ao governo do Rio, na manhã de ontem.

O anúncio foi feito ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e de seu pai, o vereador do Rio, Cesar Maia (DEM), em um prédio comercial na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Paes foi o último a falar e, em seu discurso, enfatizou as crises na economia e na segurança que atingem o Estado, mas não falou da corrupção e da Operação Lava-Jato fluminense, que prendeu três governadores do Estado, Anthony Garotinho (PRP), Rosinha Garotinho e o seu ex-aliado e ex-colega de partido, Sérgio Cabral (MDB).

O ex-prefeito do Rio preferiu ocupar a maior parte de seu discurso fazendo elogios à família Maia, com a qual estava rompido e se reaproximou depois que se filiou ao DEM para se candidatar ao governo. Ele destacou o acordo de recuperação fiscal do Estado obtido em Brasília, no qual Maia teve influência.

"Rodrigo teve um papel fundamental nos últimos tempos, no Brasil e no Rio. Se não tivéssemos ele, estaríamos em uma situação pior do que a que vivemos hoje. Não estaríamos conseguindo pagar o salário dos servidores. Rodrigo é o senhor estabilidade", exaltou.

Já o presidente da Câmara disse que aliança com Paes tem o objetivo de "refundar o Estado do Rio".

"O Estado não parou graças ao trabalho articulado pela nossa bancada no projeto de recuperação fiscal. Não acho que a situação do Estado é tranquila. Temos um déficit previdenciário muito grande. Precisamos de um gestor de qualidade e de pessoas que já mostraram, por onde passaram, que têm experiência e capacidade", disse, referindo-se ao ex-prefeito do Rio.

Maia disse ainda que Eduardo Paes e Sérgio Cabral (MDB) têm "formas distintas" de governar. "Sérgio Cabral é uma pessoa, Eduardo Paes é outra. Eles foram aliados políticos, mas ele governou o estado e ele a Prefeitura e, pelo que a gente tá vendo, as formas são distintas. Isso que a gente precisa deixar com muita clareza", afirmou.

Alianças estaduais

Maia também ponderou que seu partido, pode abrigar em palanques estaduais rivais de Geraldo Alckmin (PSDB) na corrida pelo Planalto. A medida é resultado da complexa costura de acordos regionais que, em muitos casos, conflitam com o acordo nacional entre DEM e PSDB.

O principal ponto de conflito ocorre em Minas Gerais, terceiro colégio eleitoral do país, onde os dois partidos têm pré-candidatos: o deputado Rodrigo Pacheco (DEM) e o senador Antônio Anastasia (PSDB).



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