Carregando...

Publicidade

Uma semana antes da convenção nacional do PSDB, Geraldo Alckmin (d) deu largada à "tabelinha" com o pré-candidato ao governo de SP, João Doria (e). (Foto: AE)

Agenda de Convenções: Legendas correm para definir posições no pleito.

Apenas Guilherme Boulos (PSOL), Vera Lúcia (PSTU) e Eymael (DC) já lançaram chapas completas à Presidência.

30/07/2018

Brasília. Após mais uma rodada de convenções partidárias, foram homologados seis candidatos a presidente da República: Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL), Jair Bolsonaro (PSL), José Maria Eymael (DC), Paulo Rabello de Castro (PSC) e Vera Lúcia (PSTU).

Desses, Boulos, Eymael e Vera Lúcia saíram das convenções nacionais com as chapas completas. Os outros três ainda não escolheram os candidatos a vice-presidente. Os partidos têm a até o próximo domingo (5) para realizar convenção nacional e decidir como vão se posicionar na corrida presidencial. Dezesseis partidos, entre eles MDB, PT, PSDB, Rede, DEM e PSB, vão se reunir na próxima semana, entre quarta-feira e domingo. O prazo para pedir registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se encerra dia 15 de agosto.

Campanhas

A partir das convenções, os partidos podem adotar medidas práticas para desencadear a campanha eleitoral. Por exemplo, podem assinar contratos para instalação física e virtual dos comitês dos candidatos e dos partidos.

Mas o pagamento de despesas só é permitido após a obtenção do CNPJ do candidato e a abertura de conta bancária específica para a movimentação financeira de campanha e emissão de recibos eleitorais.

O CNPJ é solicitado à Secretaria da Receita Federal depois da apresentação das candidaturas à Justiça Eleitoral. Emitido o CNPJ os partidos políticos e os candidatos devem enviar à Justiça Eleitoral, para divulgação na internet, os dados de arrecadação para financiamento da campanha eleitoral, observado o prazo de 72 horas após o recebimento dos recursos.


(Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Alckmin fortalecido

Seis legendas - PTB, PSD, SD, PV, PTC e DC - realizaram convenções no sábado (28). Desses, somente o DC lançou candidatura própria a presidente: José Maria Eymael. O PV não terá candidato à Presidência, mas recebeu convite da Rede Sustentabilidade para indicar o vice na chapa liderada por Marina Silva.

PTB, PSD e SD vão apoiar o tucano Geraldo Alckmin, que ainda não foi confirmado em convenção, já que o PSDB se reunirá apenas no próximo sábado (4), em Brasília. Mas as convenções do último fim de semana fortaleceram o arco de alianças do pré-candidato tucano.

Reaproximação com Doria

Apesar de todo o desconforto que a parceria representa, o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) deu a largada, também no sábado (28), à sua primeira "tabelinha eleitoral" com o pré-candidato a governador de São Paulo João Doria (PSDB).

Pelos próximos dois meses, a dupla, que esteve lado a lado na convenção que oficializou a candidatura de Doria, aparecerá em atividades públicas, trocará elogios no palanque e gravará manifestações de apoio no horário eleitoral. A parceria é movida a pragmatismo político. É majoritária a constatação entre aliados de ambos de que o que há, de fato, hoje entre os dois é uma "relação de conveniência".

"É uma parceria pragmática e de conveniência. Hoje a relação é melhor do que era há alguns meses, mas está longe de ser o que foi no passado", afirmou um parlamentar com trânsito nas duas campanhas.

"Alckmin precisa mais do Doria do que o contrário nesta eleição", disse um aliado de Doria.

Alckmin depende de uma votação expressiva em São Paulo, onde está empatado com Jair Bolsonaro (PSL), para chegar ao segundo turno na eleição presidencial. A meta dele é obter 30% dos votos no Estado. Doria, por sua vez, embora líder na corrida estadual, está longe de uma vitória garantida. A eleição paulista de 2018 tem sido apontada no PSDB como a mais difícil para o partido desde 2006.

No cenário de adversidade, Alckmin e Doria se convencerem da necessidade de unir forças no maior colégio eleitoral do País.

Um encontro entre os dois em maio no escritório de Alckmin na capital paulista acertou os ponteiros para aproximar as duas campanhas.

A reunião havia sido uma sugestão de Doria ao coordenador do plano do governo do presidenciável, Luiz Felipe D'Avila, e Alckmin não recusou.

Até um ano atrás, os dois não precisariam de intermediários para marcar um encontro. No tempo em que eram apenas governador e empresário, os dois mantinham uma relação próxima. Doria atuava como um "relações públicas" de Alckmin junto ao empresariado brasileiro, ligava para o gabinete tucano e conseguia com frequência a presença dele em eventos.

Em 2016, Alckmin desafiou lideranças do PSDB como Fernando Henrique Cardoso para fazer de Doria o candidato do partido à prefeitura de São Paulo. Entretanto, em 2017, a confiança no afilhado político abalou-se com as viagens de Doria para viabilizar-se candidato à Presidência da República.



Total de acessos: 215284

Visitantes online: 4