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Marina Silva (Rede) pretende disputar a Presidência da República pela terceira vez em outubro. (Foto: AFP)

Corrida Presidencial: Chapa pode ter Eduardo Jorge, diz Marina.

01/08/2018

A pré-candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, revelou, ontem, que o médico e candidato a presidente em 2014, Eduardo Jorge (PV), pode ser o vice em sua chapa. "Estamos aguardando a resposta do PV. Fizemos o convite. Estamos em diálogo", disse a presidenciável durante a sabatina do canal GloboNews com os postulantes mais bem pontuados no Ibope.

Ela aparece com 13% das intenções nos cenários sem Lula.

A decisão final sobre o vice pode ser anunciada na convenção da Rede no próximo sábado.

Sempre às 22h30, a sabatina da GloboNews será hoje com Ciro Gomes (PDT); amanhã com Bolsonaro (PSL); e na sexta, cm Geraldo Alckmin (PSDB). Preso na Lava-Jato, Lula (PT), líder nas pesquisas, não participará da sabatina, pois está impedido de gravar vídeos pela Justiça.

Perfil

Maria Osmarina Marina da Silva Vaz de Lima nasceu em 1958 em um seringal a 70 km de Rio Branco, no Acre. Em Rio Branco, trabalhou como empregada doméstica. Formou-se em história pela Universidade Federal do Acre.

Entre suas influências estava o líder seringueiro Chico Mendes, que ministrou um curso de liderança sindical com o teólogo. Em 1997, trocou o catolicismo pela Assembleia de Deus.

Até o assassinato de Mendes em 1988, Marina foi sua companheira na resistência contra o desmatamento. Pelo PT, elegeu-se a vereadora mais votada de Rio Branco em 1987. Foi ainda deputada estadual e senadora antes de ser nomeada ministra do Meio Ambiente no governo Lula. Em Brasília, acumulou atritos com a então minist ra Dilma Rousseff -favorita de Lula para sucedê-lo- e deixou o PT.

Lançada candidata à Presidência pelo PV, ficou em terceiro lugar, depois de Dilma e Serra, que disputaram o 2º turno.

Já fora do PV, tentou criar a própria legenda. A Rede Sustentabilidade teve o registro negado pelo TSE em 2013. Marina foi então forçada a procurar outro partido para a eleição de 2014.

Ao lado do presidente do PSB, Eduardo Campos, anunciou sua filiação à sigla e foi confirmada como candidata a vice na chapa presidencial do pernambucano.

Com a inesperada morte de Campos em um acidente aéreo, Marina passou a encabeçar a chapa, mas perdeu.



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