Carregando...

Publicidade

Entre os acordos feitos está a retirada da candidatura de Marcio Lacerda em Minas Gerais, anunciada pelo presidente socialista Carlos Siqueira (acima). (Foto: AGPSB )

Na Disputa Eleitoral: Acordo entre PT e PSB traz dificuldade a Ciro.

Mesmo preso na PF em Curitiba, Lula comandou articulações que se chocaram com movimentos do PDT.

02/08/2018

Recife/Brasília. Sob protestos em suas bases regionais, as cúpulas do PT e PSB decidiram, ontem, sacrificar candidaturas estaduais em nome de um pacto nacional que levará ao isolamento do candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes.

Consumado o acordo, o PSB vai anunciar neutralidade na corrida presidencial, abandonando a costura de aliança com o PDT.

Em troca, o PT vai retirar a candidatura da vereadora Marília Arraes ao governo de Pernambuco em apoio à reeleição do governador Paulo Câmara (PSB). Por 17 votos contra 8, a Executiva Nacional do PT decidiu apoiar o PSB no estado.

O comando petista aprovou a aliança com o PSB de Pernambuco às 16h. No mesmo momento, em um hotel de Belo Horizonte, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, informava ao ex-prefeito e pré-candidato Márcio Lacerda a decisão de desistir da disputa ao Palácio da Liberdade em apoio à reeleição do petista Fernando Pimentel.

"Recebi esta comunicação com indignação, perplexidade, revolta e desprezo", escreveu Lacerda, informando em nota que recusará o convite para que concorra ao Senado na chapa encabeçada por Pimentel.

Pré-candidata em Pernambuco, Marília afirmou que não vai desistir de sua candidatura. A vereadora disse acreditar que o recurso remetido ao Diretório Nacional para reverter a decisão será acolhido.

"Não tenho o direito de recuar e colocar a esperança do povo de Pernambuco como moeda de troca a preço de banana", disse. Dez dirigentes do PT também entraram com recurso pela permanência de Marília.

Prisão

Preso há 116 dias na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), Lula coordenou os principais movimentos da pré-campanha até agora. Pelos seus cálculos, a eleição será novamente polarizada entre direita e esquerda e só há espaço para um nome de cada campo.

O petista mandou recados por meio de pessoas que o visitam na prisão. Deu aval para decisões terminativas da presidente de seu partido, Gleisi Hoffmann (PR), para pelo menos cinco atos que reverberaram contra Ciro: sinalizou com a vice do PT para Manuela D'Ávila (PCdoB) no momento em que o partido era assediado pelo PDT; repreendeu governadores petistas que defendiam aliança com Ciro; assistiu ao PR, de Valdemar Costa Neto, levar o Centrão para a órbita de Geraldo Alckmin (PSDB) em vez de fechar acordo com o PDT e, em seguida, fez pesar sua relação familiar de anos na negativa do empresário Josué Alencar (PR) em ser vice do tucano.

Situação de Lula

Nesse contexto, o ministro Edson Fachin, do STF, disse, ontem, considerar ideal que a Corte decida ainda neste mês sobre o pedido de liberdade feito por Lula. O prazo limite para o registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é dia 15. Fachin destacou que a votação depende de quem "gestiona" a pauta do STF, que é a presidente Cármen Lúcia.

Caberá a Fachin, relator do pedido de suspensão dos efeitos da condenação de Lula - como inelegibilidade e prisão- , decidir se a Corte irá avançar sobre a questão eleitoral (inelegibilidade) na análise desse recurso, além do tema da liberdade.

Fux

Ontem, o presidente do TSE, Luiz Fux, afirmou que há "inelegibilidade chapada", ou seja, evidente, de Lula. A afirmação foi feita ao arquivar processo que pedia que o TSE declarasse Lula inelegível desde já, antes do registro de candidatura na Corte Eleitoral. O autor do processo, o advogado de Goiás, Manoel Pereira Machado Neto, argumentava que a inelegibilidade do petista é "notória" e que sua eventual candidatura ocasionaria prejuízos sociais e econômicos ao País

PGR

Já a procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, enviou, ontem, ao STF parecer contra o pedido feito pela defesa de Lula para que a ação penal sobre o sítio em Atibaia seja retirada da relatoria do juiz Sérgio Moro.

Por sua vez, o ministro Luiz Fux decidiu enviar para a primeira instância da Justiça Federal de Minas Gerais o inquérito que investiga o governador de MG, Fernando Pimentel (PT), pelo suposto crime de corrupção passiva. A investigação, que também apura suposta lavagem de dinheiro pelo deputado federal Gabriel Guimarães (PT-MG), foi aberta a partir da delação premiada da J&F.



Total de acessos: 239484

Visitantes online: 1