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Ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, 60, vai disputar, no próximo dia 7 de outubro, uma eleição presidencial pela terceira vez. (Foto: Folhapress)

Após "Revés" Com PSB: Ciro ataca manutenção de candidatura de Lula.

Na TV, candidato do PDT disse que o Partido dos Trabalhadores está "ensaiando uma valsa à beira do abismo".

02/08/2018

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, disse, na noite de ontem, que ainda não foi comunicado pela direção do PSB sobre um acordo fechado com o PT para a disputa presidencial de outubro.

"Não recebi carta nem sinal de fumaça", afirmou o presidenciável durante a sabatina do canal de TV GloboNews com os postulantes mais bem pontuados no Ibope. O pedetista aparece com 8% das intenções nos cenários sem Lula.

Ontem, PSB e PT fecharam um acordo que resulta em um novo revés ao candidato do PDT nos esforços de construção de alianças. No mês passado, os partidos do Centrão (PP, DEM, PRB, PR e Solidariedade), com quem Ciro também negociava, decidiram apoiar Geraldo Alckmin (PSDB). "Se confirmar (o acordo entre PT e PSB), é um revés", considerou Ciro durante a sabatina.

O pedetista rememorou que começou a negociar a chapa com o PSB após o jurista Joaquim Barbosa desistir de ser a indicação da sigla socialista para disputar o Palácio do Planalto.

Ciro aproveitou também para elevar o tom nas críticas ao PT, que impediu a ida do PSB para a campanha do pedetista.

"O PT está ensaiando uma valsa à beira do abismo", ao manter candidatura de Lula, comparou Ciro, antes de listar dados de desemprego e homicídios no País, para ilustrar a situação grave do País e o risco de a extrema direita de Jair Bolsonaro (PSL) vencer a eleição em outubro.

Ciro citou os escândalos de corrupção que atingiram o PT, como as denúncias envolvendo a Petrobras. O ex-ministro disse que Lula não é um "anjo", mas um "ser humano" e que avisou o líder petista sobre os riscos de corrupção na Petrobras. Ciro foi o terceiro presidenciável a ser entrevistado em série televisiva da GloboNews

Hoje, as 22h30, o entrevistado será Alckmin; amanhã, é a vez de Bolsonaro. Os dois pré-candidatos trocaram a ordem inicialmente prevista, a pedido de Bolsonaro. Preso em Curitiba, Lula (PT), líder nas pesquisas, não participará da sabatina, pois está impedido de gravar vídeos pela Justiça.

Perfil

Ciro Gomes ocupou em sua carreira política, os cargos de deputado estadual entre 1983 e 1988. Logo em seguida foi prefeito de Fortaleza e, entre 1991 e 1994, governador do Ceará. O pedetista foi ainda ministro em duas ocasiões. A primeira foi na gestão Itamar Franco (que morreu em 2011), quando foi titular do Ministério da Fazenda, nos primórdios do Plano Real. A segunda foi como ministro da Integração Nacional, no governo de Lula (PT).

Ciro já concorreu à Presidência duas vezes, então pelo PPS, em 1998 e em 2002, enfrentando, inclusive o petista. Na primeira campanha, ambos ficaram atrás de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Quatro anos depois, Lula e José Serra (PSDB) foram os dois melhores colocados no 1º turno, e Ciro ficou na 4ª colocação.

No 2º turno, Ciro manifestou apoio a Lula, que foi, então, eleito presidente da República pela primeira vez. Nos quase 16 anos que se seguiram, os dois mantiveram-se aliados.



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