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Edson Fachin, ministro do Supremo, atendeu pedidos da PF e do MPF e deu mais prazo para apuração. (Foto: STF)

Decide Fachin: Investigação contra Temer e ministros é prorrogada.

03/08/2018

Brasília. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias o inquérito da Lava-Jato que investiga o presidente Michel Temer e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e de Minas e Energia, Moreira Franco.

Com isso, ele atendeu pedido da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.

O processo apura entregas de dinheiro feitas no escritório do advogado José Yunes, amigo de Temer, e também pagamentos no Rio Grande do Sul, que seriam destinados a Padilha.

De acordo com a delação dos executivos da Odebrecht, houve um acerto da empreiteira de repassar R$ 10 milhões para o MDB em 2014, ano no qual Temer era candidato à vice-presidência na chapa de Dilma Rousseff. O acerto teria sido selado em um jantar no Jaburu.

Lindbergh

Fachin também mandou para a Justiça Federal de Nova Iguaçu (RJ) o inquérito aberto com base na delação da Odebrecht para investigar o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Isso porque em maio deste ano a Corte restringiu o foro privilegiado, mantendo no Tribunal apenas casos que tratem de supostos crimes que tenham relação com o mandato.

Linbergh é investigado por fatos ligados ao período em que foi prefeito da cidade localizada na Baixada Fluminense.

Segundo delatores da Odebrecht, Lindbergh ajudou a empreiteira no programa de moradia de Nova Iguaçu.

A empresa tinha contribuído para a campanha do petista para a prefeitura e após vencer um lote da licitação em um cartel com outras duas empresas conseguiu que os lotes da obra fossem reunidos, o que gerou economia para a empreiteira. O senador nega irregularidades.



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