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Henrique Meirelles (MDB) afirmou que deseja ser o "elo de reconstrução do espírito de confiança que deve contagiar o País", durante a confirmação de seu nome para a corrida presidencial; ainda ontem, ele recebeu o primeiro apoio, do PHS. (Foto: AFP)

Minimizando Polarizações: Meirelles é oficializado candidato à Presidência.

Ex-presidente do BC de Lula e ex-ministro de Temer disse que "mundo não se divide" entre quem apoia um ou outro.

03/08/2018

Brasília. Chancelado candidato do MDB ao Planalto, Henrique Meirelles, fez um discurso, ontem, em que se colocou como o único nome capaz de resolver os problemas do País e disse que o mundo não se divide entre apoiadores e críticos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Michel Temer (MDB). Segundo ele, a separação se dá entre quem trabalha e não trabalha quando o Brasil precisa -e seu perfil está no primeiro grupo.

"O mundo não se divide entre quem gosta e não gosta do Lula e quem gosta ou não gosta do Temer, mas entre quem trabalha quando o Brasil precisa e quem não trabalha", declarou.

Meirelles disse ainda que o país não precisa de "um messias, que veste uniforme de salvador da pátria", nem "de um líder destemperado", em referência velada aos primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto, Lula e Jair Bolsonaro (PSL).

"Diferente de tudo isso, eu tenho um histórico de superação, tudo o que conquistei foi com o suor do meu rosto. Entrei na política para retribuir o que o país me deu", completou. Meirelles foi confirmado o nome do MDB na sucessão presidencial durante convenção do partido nesta quinta, em Brasília, com 85% dos votos dos convencionais. Segundo o presidente da sigla, Romero Jucá (RR), os números são "históricos", visto que o próprio Temer foi aprovado pela legenda como vice na chapa do PT, em 2014, com 54% dos votantes.

Impopularidade

Agora, o candidato inicia sua campanha com o desafio de romper com o isolamento político e se desgarrar da impopularidade de Temer, que o acompanhou durante toda a convenção, ao mesmo tempo em que faz referência constante à boa época econômica no governo Lula, do qual fez parte no comando do Branco Central por oito anos.

Estacionado há meses com 1% das intenções de voto, Meirelles não fechou nenhuma aliança com outro partido -seu vice deve, inclusive, ser uma mulher do próprio MDB- e precisará trabalhar para não ser abandonado pelos correligionários, assim como aconteceu com Ulysses Guimarães, em 1989.

No evento, o presidenciável destacou sua biografia e capacidade de resolver problemas -quando foi presidente do Banco Central, na gestão Lula, e como ministro da Fazenda, com Temer- como os grandes ativos de sua candidatura. "Sempre que fui chamado, me coloquei a serviço do país. Quero ser o elo de reconstrução do espírito de confiança que deve contagiar o País", repetiu.

Vice

Meirelles afirmou, ontem, que "não necessariamente" uma mulher ocupará a vaga de vice em sua chapa. A senadora Marta Suplicy (MDB-SP) é um dos principais nomes cotados para o posto.

A senadora, cujo mandato termina neste ano, tinha dúvidas sobre se candidatar a uma reeleição considerada difícil.

Ontem, também, a executiva nacional do PHS decidiu apoiar a candidatura de Meirelles.



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