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(Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Detalhamento de Pesquisa: Cerca de 73% dos eleitores podem mudar de candidato.

Para a CNI, volatilidade se deve à insatisfação do brasileiro com a corrupção e ao descrédito com políticos.

03/08/2018

Brasília/Rio de Janeiro. Quase três quartos do eleitorado brasileiro admitia em junho mudar a escolha do candidato a presidente até 7 de outubro, data do 1º turno. A informação consta em levantamento feito pelo Ibope para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), detalhado ontem. Os números de intenção de votos, por sua vez, já haviam sido divulgados em junho.

Em um cenário sem Lula (PT) 73% dos eleitores que declararam voto em algum candidato admitem mudar de opinião sobre suas escolhas. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais e o intervalo de confiança é de 95%.

A pesquisa mostra que, àquela altura da corrida eleitoral, 59% dos brasileiros disseram não saber em quem votar ou que vão anular o voto, quando apresentados a uma lista de candidatos. É o maior nível nas últimas cinco eleições. Para a CNI, a alta insatisfação com a corrupção e o descrédito com a classe política provocam este cenário.

Na análise da CNI, o eleitor ainda não encontrou o candidato ideal. "A decisão vai acontecer muito mais próxima da eleição que nas eleições anteriores. A gente percebe que a maioria dos eleitores não conhece os candidatos e suas propostas. Até entre os que já escolheram candidatos, ainda há alguma indecisão", afirma o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, em nota distribuída pela entidade.

Pessimismo

Apesar de 70% dos eleitores concordarem total ou parcialmente que a eleição pode mudar o País, 45% se dizem pessimistas ou muito pessimistas com a eleição para presidente. O pessimismo, de acordo com o levantamento, resulta no baixo interesse pelo processo eleitoral. Entre os entrevistados, 61% afirmaram que têm pouco ou nenhum interesse no pleito de outubro, enquanto os eleitores com interesse alto ou médio somaram 38%.

Ranking

O levantamento CNI/Ibope entrevistou 2 mil pessoas entre os dias 21 e 24 de junho. Na pesquisa, divulgada em 28 de junho, Lula liderava o cenário com 33% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro (15%), Marina (7%) Ciro (4%) e Alckmin (4%).

Sem Lula, Bolsonaro liderava com 17%. Marina (13%), Ciro (8%) e Alckmin (6%) apareciam na sequência.

Entre os quatro principais pré-candidatos ao Planalto, Jair Bolsonaro (PSL) tinha o maior número de eleitores convictos de que não mudarão de voto na pesquisa. Entre os eleitores do deputado fluminense, 34% disseram que a decisão é definitiva e que não mudarão de escolha de nenhuma maneira.

Esse índice cai para 26% no caso de Ciro Gomes, 23% entre os eleitores de Geraldo Alckmin e 22% no eleitorado com preferência por Marina Silva.

Além do eleitorado mais convicto, o pré-candidato do PSL e militar reformado tinha o maior porcentual de eleitores que declaravam voto por gostar dele e apoiar suas ideias (47%), enquanto 39% dos eleitores de Alckmin; 37% de Ciro; e 31% de Marina apontavam essa razão.



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