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Evento “O Futuro do Brasil na Visão dos Presidenciáveis 2018”, contou com a presença de cinco candidatos, incluindo Henrique Meirelles (MDB). (Foto: ABR)

Evento em Brasília: Presidenciáveis debatem retomada da economia.

Indústria da construção recebeu candidatos ao Planalto em evento para ouvir propostas para País voltar a crescer.

07/08/2018

Brasília. Propostas para a retomada do crescimento da economia brasileira foram apresentadas por candidatos a presidente da República no evento O Futuro do Brasil na Visão dos Presidenciáveis 2018, promovido pela Coalizão pela Construção, que reúne 26 entidades representativas da indústria da construção.

Realizado ontem, em Brasília, o encontro teve a participação de Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), e Henrique Meirelles (MDB) que debateram os principais pontos dos seus programas para a recuperação da atividade econômica, especialmente do setor da construção civil.

Segundo a organização do evento, foram chamados para participar os candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de votos quando os convites foram enviados, há alguns meses, além do candidato do MDB, Henrique Meirelles, pela representatividade do partido.

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) alegou problemas de agenda para não participar. O Partido dos Trabalhadores (PT) não foi convidado por não poder mandar representante, já que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva está preso.

Marina

A empresários da construção civil, a candidata da Rede destacou que, para a retomada do setor, sua agenda econômica prevê a ampliação dos recursos para a infraestrutura. Ela citou o aperfeiçoamento do programa Minha Casa, Minha Vida para sanar o déficit de moradias.

“Urge combater os guetos de pobreza com moradias sustentáveis, em bairros com infraestrutura”, afirmou. “Universalizar o saneamento básico é uma das principais metas de nosso programa de governo. É uma medida essencial para a qualidade de vida da sociedade, para o meio ambiente e as atividades econômicas que dependem de água limpa”. Em diversos momentos, Marina destacou a importância do combate à corrupção para atrair investimentos.

Alckmin

Alckmin afirmou que, em um eventual governo, vai trabalhar para concluir as obras paralisadas no país. “Tem muita obra parada, como a Transnordestina. Vamos terminar o mais rápido possível. Estamos estudando a maneira de fazê-lo: ter uma empresa nova para essa obra ser concluída e o setor privado participa dessa empresa nova e conclui a obra. Tem vários modelos que estamos estudando”, disse em entrevista após discursar.

O tucano destacou que o valor arrecadado pelo governo federal, de cerca de R$ 3 bilhões, das empresas de saneamento com a Cofins e o Pasep, será devolvido em investimentos em água e esgoto, caso seja eleito.

“Teremos todo o empenho na infraestrutura e logística no País”, prometeu.

Outros candidatos

O candidato do Podemos à Presidência, Alvaro Dias, disse que um eventual governo de seu partido não serão aceitas indicações políticas tanto para ministérios como para agências reguladoras. “Agências reguladoras não serão aparelhadas. Sigla nenhuma indicara ministro”, afirmou.

Já o candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes, disse que vai colocar uma meta de criar dois milhões de empregos no primeiro ano de um eventual governo de seu partido. Segundo Gomes, a ideia é fomentar a abertura desses postos de trabalho com dinheiro do FGTS para criação de complexos industriais em quatro áreas: construção, saúde, agronegócio e petróleo, óleo e gás.

Por sua vez, o candidato do MDB à presidência da República, Henrique Meirelles, disse que pretende “destravar” a Caixa, capitalizando-a, para que a instituição retome o financiamento habitacional. Além disso, o BNDES deverá ter uma maior participação no financiamento.

O sistema bancário, reconheceu, tem um “problema de concentração” em poucas instituições, o que ajuda a explicar o elevado custo do crédito no País.



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