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Caminhões voltaram a trabalhar para a conclusão do lote 3 o mais breve possível. (Foto: Antonio Rodrigues)

Transposição: Obras do Lote 3 do Cinturão são retomadas.

Segundo informação da Sohidra, 50 operários junto com 34 equipamentos já estão trabalhando no Lote 3.

07/08/2018

Barbalha. Na noite do dia 30 de julho, por volta das 23h, a fila de pessoas já se a formava, em frente ao Sine/IDT da cidade. O objeto era tentar, na manhã seguinte, ocupar uma das 177 vagas de trabalho. As ofertas de emprego atendiam às funções de motorista de caminhão, operador de escavadeira, operador de motoniveladora, operador de rolo compactador e operador de trator. Isso acontece porque as obras do Cinturão das Águas do Ceará (CAC) foram retomadas, no último mês, neste Município do Cariri cearense. Lá, encontra-se o Lote 3 do Trecho 1, que vai de Jati ao Rio Cariús. Ao todo, esta primeira etapa tem 54,94% de avanço físico.

Segundo a Superintendência de Obras Hídricas (Sohidra), 50 pessoas junto com 34 equipamentos já estão trabalhando no Lote 3, que tem avanço de 19%, mas esteve paralisado no último ano. O diretor de águas superficiais da Sohidra, Antônio Madeiro de Lucena, garante que o número de trabalhadores nesta etapa deve crescer gradativamente. Este subtrecho, de cinco no total, tem início pouco depois do limite entre Barbalha e Missão Velha e vai até o Crato, no distrito Santa Rosa, atingindo 35,8 km de extensão. Sua retomada foi um pedido do governador Camilo Santana. A princípio, as obras se concentram nos sifões e nos canais 18 e 19 já iniciados. “Aí quando tiver tudo avançado, vamos para o restante, até o Crato”, explica Lucena.

O diretor acrescenta que os trabalhos buscam os pontos de integridade e preservação da obra para serem concluídos antes que possam ser afetados por chuvas ou erosões. Hoje, nas obras às margens da CE-060, na saída de Barbalha para Jardim, há sete máquinas paradas que devem ser operadas pelos profissionais que serão contratados nos próximos dias.

Eixo emergencial

Para garantir água para a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), foi elaborado o chamado “eixo emergencial”, que concentra-se nos Lotes 1, 5 e parte do 2 e possui 53 km de extensão. A água chegará do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) na Barragem Jati, no município homônimo. De lá, deve passar pelo sistema de túneis, canais e sifões e chegar no Riacho Seco, em Missão Velha, seguindo por gravidade 13 km até o Rio Salgado, desaguando no Jaguaribe, que abastece o Açude Castanhão. Pelo Eixão das Águas, finalmente seguirá até a Capital cearense.

A água deve percorrer todo o Lote 1, que possui 38,65 km de extensão e já foi 92% executado, com previsão para conclusão em dezembro de 2018. Já o Lote 5 é o mais próximo de ser concluído, com 96% de avanço físico. Lá, estão sendo executados nove túneis, todos em fase adiantada, inclusive suas obras de acabamento. Já o Lote 2 encontra-se com 63,45% das suas obras realizadas, com previsão de conclusão para Abril de 2019. No entanto, dos 36,38 km de extensão, apenas 9,2km serão utilizados no “eixo emergencial” - estes, concluídos até novembro.

Até o dia 27 de julho, 83,81% do eixo emergencial já haviam sido executados. De acordo com Lucena, a vazão a ser disponibilizada pelas águas do “Velho Chico” é da ordem de 12m³/s, o suficiente para suprir a necessidade da RMF, caso a oferta do recurso hídrico não seja interrompida. “O eixo emergencial está ótimo. Até novembro, mais tardar, início de dezembro ele estará completamente pronto”, garante.

O diretor da Sohidra acredita que o recurso direcionado até agora para a conclusão do eixo emergencial é suficiente. “Não temos problema de recurso. A União está mandando mais dinheiro. E ainda tem um valor razoável. O Governo do Estado está tentando conseguir mais 90 milhões”, antecipa Lucena. Por isso, o Lote 3, que não faz parte das obras mais urgentes foi retomado. No último mês de maio, R$ 14 milhões do Ministério da Integração Nacional foram repassados. Esta foi a primeira parcela do orçamento de R$ 98 milhões previsto para 2018.

Salgueiro

Enquanto o “eixo emergencial” do Cinturão das Águas avança, as águas do “Velho Chico” parecem estar mais próximas do Ceará. Na última sexta-feira (3), o presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Integração Nacional, Pádua Andrade, estiveram em Salgueiro (PE) para acionar a terceira e última estação de bombeamento (EBI-3) do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF).

A EBI-3 vai bombear as águas do Rio São Francisco a 90 metros de altura – o equivalente a um edifício de 30 andares. Essa era a última etapa de maior complexidade do primeiro trecho (1N) do Eixo Norte. Com o acionamento da EBI-3, a previsão é que a água já chegue ao túnel Milagres, em Penaforte, no Ceará, em setembro deste ano. De lá, seguirá para atender também à população da Paraíba e do Rio Grande do Norte. A expectativa é atender 7,1 milhões de habitantes em 223 cidades nesses estados.

Ao todo, o trecho 1N possui 140 quilômetros, onde estão distribuídas as três estações de bombeamento (EBI-1, 2 e3). Em fevereiro deste ano, o Governo Federal acionou EBI-2, situada em Terra Nova (PE), município que já conta com o ‘Velho Chico’ para o abastecimento de 9,2 mil moradores. Além disso, outros 3,2 mil agricultores de Cabrobó (PE) já são beneficiados.



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