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A CBF abriu mão de solicitar qualquer tipo de reparação, mesmo que esteja provado que ela foi prejudicada. (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Pedido das Confederações: Marin terá que devolver R$ 450 mi.

08/08/2018

Apresentando-se como vítimas, a Fifa, Conmebol e Concacaf querem recuperar pelo menos de José Maria Marin, o ex-presidente da CBF, e outros condenados no esquema de corrupção do futebol. As entidades agora acusam seus ex-líderes de terem causado "dano irreparável" às instituições.

Apesar de também ter sido fraudada, a CBF abriu mão de solicitar qualquer tipo de reparação, mesmo que esteja provado que ela foi prejudicada por seus líderes. Procurada, a entidade brasileira, que ainda vive sob a influência de dirigentes indiciados, optou por não se pronunciar. A Justiça norte-americana já reuniu o equivalente a US$ 300 milhões (R$ 1,122 bilhão) e congelou outros US$ 100 milhões (R$ 374 milhões), depois de receber multas e outros pagamentos por parte dos diferentes acusados de corrupção no futebol. Agora, as entidades esportivas mundiais querem aproveitar a condenação de Marin para justificar a devolução do dinheiro, alegando que foram vítimas desses cartolas.

Condenação

Os dados fazem parte de cartas enviadas pela Fifa ao tribunal de Nova York que, na próxima semana, vai anunciar a sentença contra Marin. Ele foi condenado por seis crimes, envolvendo propinas de US$ 6,5 milhões (R$ 24,3 milhões).

Para a Fifa, "Marin abusou de forma grosseira de sua posição de confiança na comunidade do futebol para se enriquecer, enquanto causava dano para a Fifa e seus membros".

A Fifa, portanto, quer recuperar cerca de US$ 97 mil (R$ 363 mil) em gastos que teve com viagens e salários do brasileiro entre 2012 e 2014. Isso inclui o pagamento de US$ 17 mil (R$ 64 mil) que a entidade fez ao dirigente durante a Copa do Mundo no Brasil.



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