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Fernando Haddad adotou, ontem, a tática de colar a imagem de Alckmin à impopularidade de Temer. (Foto: AGPT)

Campanha Presidencial: Focando 2º turno, Haddad "afaga" Ciro.

09/08/2018

São Paulo. Após Ciro Gomes (PDT) tecer críticas ao PT acusando o partido de isolá-lo na disputa e de ser comandado da prisão pelo ex-presidente Lula, Fernando Haddad - escolhido para ser candidato a vice e possível substituto de Lula na campanha presidencial- optou por não devolver os ataques e fez um apelo para o candidato do PDT.

Ele lembrou que Ciro defendeu Lula ao criticar o processo que levou o petista para a prisão.

"O Ciro já deu essas declarações todas e não será por uma questão eleitoral que vai abrir mão dos seus valores", comentou Haddad.

O ex-prefeito reforçou que os projetos do PT e de Ciro não são idênticos, mas têm "grande compatibilidade" entre si. "Nada que uma boa conversa não possa ajustar no segundo turno".

Haddad fez um apelo aos eleitores para que, com a intenção de votar em Lula, não votem em deputados e senadores que estão na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) e fazem parte da base do governo Temer (MDB).

Estratégia

Haddad insistiu, em entrevista a uma emissora de rádio, em colar a imagem de Alckmin no governo Temer. "Nossa impressão é que, por várias pesquisas de opinião, a população está unida em torno do projeto que o presidente Lula representa. Confirmada sua candidatura, eu não tenho dúvida de que ele vencerá no primeiro turno. Caso isso não aconteça, nosso campo estará unido em torno da oposição ao projeto atual do governo Temer e do PSDB", disse Haddad.

Pesquisa

Enquanto Haddad faz as articulações políticas em nome de Lula, no Estado em que ambos fizeram carreira política, uma nova pesquisa realizada pelo Instituto MDA em parceria com a Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostrou, ontem, Lula liderando a disputa com 21,8% das intenções de voto no cenário em que o petista é listado como uma das opções. Em segundo lugar, em situação de empate técnico, vem Jair Bolsonaro (PSL), 18,4%.

Alckmin aparece como terceiro colocado, também em situação de empate com Bolsonaro, com 14%. Logo atrás, vem Marina Silva (Rede), com 6,7% e Ciro Gomes (PDT) com 5% das intenções de voto em São Paulo.



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