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Para o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), o presidente que assumir o cargo em 2019 terá de construir uma agenda comum de reformas. (Foto: AGBT)

Evento com Presidenciáveis: Haddad defende Lula; Amôedo evita Bolsonaro.

Para o petista, o novo governo terá de adotar uma política fiscal "robusta", se o partido chegar ao Planalto.

10/08/2018

São Paulo/Brasília. O candidato a vice-presidente na chapa do PT, Fernando Haddad, defendeu em evento com investidores na manhã de ontem, o "método de trabalho" do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril em Curitiba. "Lula não é oráculo para nós. Ele criou um método de trabalho que é exemplar para governar, ao reconhecer que não conhece um assunto e chamar para o diálogo. É um político sem preconceitos", afirmou, em evento do banco BTG Pactual com presidenciáveis.

Ao defender a legitimidade da candidatura de Lula, Haddad afirmou que o ex-presidente sabe muito bem conduzir a economia. "Digo com a maior convicção de que Lula vai voltar à Presidência. Este retorno tem de acontecer, vamos lutar para acontecer", disse.

Para Haddad, o governo terá de adotar uma política fiscal "robusta", se o partido chegar ao Planalto em 2019.

O petista - que pode assumir a chapa em caso de impedimento judicial de Lula - criticou a PEC do teto dos gastos, que, para ele, causou desordens no setor público. "É uma ingenuidade política o teto de gastos, porque ele não inibiu nenhuma das pautas-bomba", afirmou.

Para o ex-prefeito de São Paulo, o presidente que vai assumir o cargo em 2019 terá de construir uma agenda comum de reformas. "Inclusive com a oposição", constatou. "Porque acho que o presidente a ser eleito não vai sair das urnas muito forte".

No entanto, ele criticou a postura do PSDB, que, segundo o petista, não aceitou o resultado eleitoral de 2014.

O petista defendeu ainda que um eventual governo petista vai tratar em 2019 da questão dos regimes próprios de Previdência de municípios. "Este é um dos problemas mais urgentes da Previdência. Interessa a todos, é sensata no campo social e exequível no político", disse.

Já o candidato do Novo à Presidência da República, João Amoêdo, se esquivou na manhã de ontem, de falar se apoiaria Jair Bolsonaro (PSL), em caso de o ex-capitão enfrentar o candidato do PT no segundo turno.

"Vamos ter de pensar bem, estamos lutando para que não haja este cenário. Não fico à vontade de apoiar nenhuma das duas (candidaturas), mas não quero trabalhar nesta hipótese, porque 60% dos brasileiros não sabem em quem vai votar e a gente acredita que vai estar no segundo turno", afirmou Amoêdo, após participar da sabatina com investidores.

No último sábado (4), durante convenção nacional do Partido Novo que o oficializou como candidato da sigla ao Planalto, Amoêdo criticou Bolsonaro e disse que duvida do apoio do deputado federal a ideias liberais.

Ao comentar os elogios de Haddad ao ex-presidente Lula, Amoêdo retrucou: "Para mim, Lula é um péssimo exemplo", atacou o candidato do Novo.

Declaração de Lewandowski

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse ontem, que a "Justiça haverá de triunfar", ao se encontrar com um grupo de militantes que está em greve de fome há 10 dias e reivindica a liberdade do ex-presidente Lula.

"Precisamos ter confiança e paciência que a Justiça haverá de triunfar por todos os segmentos, classes, categorias sociais", disse Lewandowski aos militantes, que chegaram ao STF carregando exemplares da Constituição. Na última segunda-feira (6), a defesa de Lula desistiu de recurso que pedia a soltura dele, para evitar que fosse discutida a questão da inelegibilidade do candidato petista.



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