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A presidente do partido disse que tomará as medidas necessárias para estar presente nesse tipo de evento, caso o ex-presidente siga impedido. (Foto: AFP)

Com ou sem Lula: Gleisi defende que PT participe de debates.

Ela e Haddad visitaram, na sexta, o candidato petista, que vê crescer o risco de ter concretizada a inelegibilidade dele.

11/08/2018

Curitiba/São Paulo. A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, afirmou na tarde de sexta-feira (10), em Curitiba (PR), que o partido tomará as medidas necessárias para a participação do vice Fernando Haddad nos debates eleitorais, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva permaneça impedido de participar.

Questionada se o partido entrará na Justiça para ter Haddad nos debates, Gleisi respondeu: "Vamos tomar todas as medidas necessárias pra participação do Lula e, se não conseguirmos, para a participação do Haddad. Não queremos e não podemos ficar fora dos debates, em respeito ao povo brasileiro".

Gleisi e Haddad visitaram Lula na Superintendência da Polícia Federal, onde o petista está preso desde o início de abril, e conversaram por cerca de três horas e meia. Na quinta-feira (9) à noite, o PT não teve representante no debate da TV Bandeirantes, depois que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou a participação de Lula. A senadora ressaltou que, como porta-voz do ex-presidente, Haddad estará em todos os lugares em que Lula não puder.

Os dois voltaram a reafirmar a candidatura de Lula e defenderam suas prerrogativas como candidato. "Se, de fato, como pensam nossos adversários, o Lula está fragilizado, por que impedi-lo de participar dos debates, se o código eleitoral garante sua participação expressamente?", questionou Haddad.

Inelegibilidade em foco

A ausência do candidato do PT no primeiro debate presidencial das eleições 2018 reforça a inelegibilidade do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava-Jato, avaliam analistas ouvidos pela reportagem. Preso em Curitiba desde 7 de abril pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o petista não obteve autorização judicial para participar do programa.

O cientista político Rodrigo Prando, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, comenta que a ausência partido no debate faz o eleitorado entender algo que ainda não estava claro: a inelegibilidade do ex-presidente Lula. "Simbolicamente, foi importante para as pessoas entenderem que, juridicamente, a manobra do PT de colocar o Lula em evidência não surte efeito legal".

Para Carlos Melo, cientista político e professor do Insper, a estratégia do partido é um duplo erro. "A ausência reforça a ideia de que o Lula não vai ser candidato e, ao mesmo tempo, não indica quem será", diz.



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