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O chefe do Executivo brasileiro é investigado por assinar medida que beneficiaria a Rodrimar. (Foto: ABR)

Após "Inquérito dos Portos": Temer discute decreto "ao vivo".

14/08/2018

Brasília. Investigado pela suspeita de favorecimento de empresas do setor portuário com a assinatura de um decreto, Michel Temer admitiu, ontem, ter receios com a assinatura de novos atos e convocou uma reunião, transmitida ao vivo pelos canais de comunicação do governo, para discutir o decreto de relicitação das rodovias, que será assinado em breve.

Na reunião, Temer enfatizou que a transmissão do encontro era para evitar que assinatura do novo decreto fosse visto como um "desejo ilícito de favorecer empresa tal ou qual". "Convoquei à todos dessa reunião para que nós possamos transparentemente ouvir dos nossos membros do governo as razões que poderão nos levar à assinatura desse decreto (das relicitações), para que fique claro, transparente e límpido, que a assinatura se deveu à fatos governamentais que tem o maior significado e não ao desejo ilícito de favorecer à empresa tal ou qual", disse.

Durante o evento, Temer usou seu discurso para se defender, fazendo menção diversas vezes ao inquérito que investiga sua assinatura no decreto dos portos. "Muitas vezes eu verifico que decretos por mim assinados, que foram objeto de estudos preliminares e dos quais tomo conhecimento muitas vezes apenas no dia para ser assinado ou uma semana depois, o que se alega é que o presidente da República quis beneficiar uma ou outra empresa. E isso, meus senhores, gera procedimentos investigativos que alcançam cinco ou seis mil páginas para revelar o óbvio: ou seja, que durante muito tempo se deu todo um processo, um caminho administrativo, para chegar ao presidente da República", argumentou.

CNH

Tentando reduzir desgaste em popularidade, Temer estuda editar uma medida antes da eleição para facilitar a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A ideia é possibilitar que o condutor mantenha o mesmo documento até completar 55 anos, com atualizações apenas dos exames médicos. O texto está em análise no Ministério das Cidades, que estuda o assunto por meio do Detran.



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