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Geraldo Alckmin divulgou, por meio de sua defesa, que as denúncias são infundadas. Ele negou as irregularidades relatadas. (Foto: AFP)

Suspeita de Improbidade: Alckmin depõe em inquérito sobre Caixa 2.

Defesa do candidato tucano estuda pedir o arquivamento da investigação aberta com base em delação.

16/08/2018

São Paulo. Depois do depoimento de uma hora de Geraldo Alckmin (PSDB) ao Ministério Público paulista, ontem, sua defesa disse que estuda pedir o arquivamento dos inquéritos civil e eleitoral que apuram suposto Caixa 2 citado por delatores da Odebrecht. "Há de se aguardar as investigações para depois ver se é o caso até de se requerer trancamento do inquérito em função das provas insubsistentes", disse o advogado José Eduardo Alckmin.

"Até aqui o que foi apurado são fatos insubsistentes. A continuar nessa linha, se o próprio Ministério Público não se convencer, se poderá eventualmente levar o caso à Justiça para verificar se é legal continuar com a investigação".

O tucano, candidato à Presidência, prestou esclarecimentos ao promotor Ricardo Manuel Castro no inquérito civil, que apura se ele cometeu improbidade administrativa no caso de suspeita de Caixa 2 de R$ 10,3 milhões. O caso corre em sigilo.

Alckmin havia sinalizado que falaria com a imprensa, mas acabou delegando à defesa os esclarecimentos. Seu outro advogado no caso, Marcelo Martins de Oliveira disse que Alckmin "fez questão de comparecer" ao Ministério Público. O tucano "poderia ter pedido adiamento ou entrado com medida judicial para maiores esclarecimentos", afirmou o defensor.

Três delatores da Odebrecht disseram que os repasses foram operados pelo cunhado de Alckmin Adhemar César Ribeiro, em 2010, e pelo ex-tesoureiro e secretário estadual Marcos Monteiro, em 2014. O tucano nega.

"Isso tem que ser perguntado a eles, por que eles inventaram (a existência de Caixa 2). Há inúmeras hipóteses, eu não queria aqui ser leviano e criar hipóteses", disse o advogado José Eduardo Alckmin, que é primo do candidato.

Impacto

O tucano já havia prestado depoimento por escrito no inquérito eleitoral, baseado nas mesmas delações, quando ainda corria no Superior Tribunal de Justiça. "A rigor quase nada de diferente (foi dito) do depoimento prestado por escrito", disse o advogado. "Um e outro redundarão em nada porque não houve fato".

Na esfera civil, uma condenação por improbidade não inclui possibilidade de prisão; pune pessoas e empresas com multa, perda de cargo e proibição de contratar com governos, por exemplo. A improbidade ocorre em casos como recebimento de propina, fraude em licitação e busca de vantagem pessoal.

Segundo especialistas, para se configurar a improbidade administrativa é preciso que o servidor tenha agido de má-fé.



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