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Ex-governador do Ceará participou, no Irajá, do lançamento da candidatura a governador de Pedro Fernandes pelo PDT-RJ. (Foto: Reprodução/Instagram)

Ciro alfineta: "PDT e PSB são a esquerda limpa".

PT, Bolsonaro, Alckmin e Temer viraram alvos do discurso do pedetista, que esteve na zona norte do Rio de Janeiro.

17/08/2018

Rio de Janeiro. O presidenciável Ciro Gomes (PDT) inaugurou sua campanha, ontem, atacando de forma indireta o PT, os rivais Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL). Em discurso no Irajá (zona norte do Rio), o pedetista afirmou que seu partido e o PSB representam "a esquerda limpa", "que não está em Delegacia de Polícia".

"Esquerda limpa é o PDT e o PSB, que não têm ninguém enrolado", disse ele, após o discurso em rápida entrevista.

Questionado sobre qual era a "esquerda suja", afirmou: "É papel seu dizer". A fala é um ataque ao PT, cujo candidato à Presidência, Lula, está preso na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba (PR), condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A declaração é uma mudança na postura de Ciro, que vinha dizendo considerar injusta a condenação de Lula pelo juiz Sérgio Moro. O PT tem outras lideranças que já foram presas, como José Dirceu, José Genoino e o tesoureiro João Vaccari Neto.

A declaração de Ciro foi dada ao celebrar a aliança entre PDT e PSB no Rio em torno da candidatura do deputado Pedro Fernandes ao governo estadual. No plano federal, o PSB não se aliou a Ciro após forte pressão do PT.

"Estou aqui ao lado do dr. Julianeli (candidato a vice do PSB) que aceitou o desafio de unir a esquerda que está limpa no Brasil. A esquerda que não está em Delegacia de Polícia, que é a reunião do PSB e o PDT", disse.

No discurso para uma plateia majoritariamente feminina, Ciro também fez críticas indiretas a Bolsonaro. "Há o Brasil revoltado. Eu estou desse lado. A revolta, cabeça quente, não são boas conselheiras. Não basta falar mal, esculhambar. Não faltam razões. Mas vamos evitar transformar o nosso protesto numa escolha que precipite o Brasil em inexperiência, aventura, extremismo e radicalismo. Porque ainda que faça bem ao nosso fígado, o Brasil não aguenta mais essa cultura de ódio", disse Ciro.

Associação a emedebista

Alckmin também foi alvo do pedetista ao ser associado ao impopular presidente Michel Temer. Em entrevista antes do discurso, ele afirmou que o tucano é "o candidato do governo".

Ciro também afirmou que as críticas do presidente Michel Temer (MDB) à sua candidatura o fizeram "ganhar na loto".

SPC

Ciro afirmou, ontem, que sua proposta de refinanciamento da dívida das pessoas com o nome no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) prevê o parcelamento do débito em três anos.

O candidato disse ainda que fará um leilão entre as instituições credoras em busca de descontos nas dívidas. Ele afirmou que o débito médio pode chegar a R$ 1.200 após os abatimentos -menor que a dívida do brasileiro, que é de R$ 1.512,48.

Ciro minimizou críticas de adversários em relação à proposta. "Não há necessidade nenhuma de subsídio. Meus adversários que engoliram a isca com anzol, vara e tudo, porque não se dedicam a estudar e não sentem a dor do povo", disse.

Só serão renegociadas, segundo ele, dívidas feitas até o dia 20 de julho deste ano, quando ele sugeriu pela primeira vez a proposta. O candidato escalou o economista Luiz Gonzaga Belluzo para dar um depoimento no vídeo de campanha. "Fazer uma reestruturação de dívida é uma coisa normal. Na Alemanha do pós-guerra, houve uma reforma monetária que fez", disse.



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