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Agências de turismo ofertam pacotes especiais e aconselham clientes a comprarem viagens com antecedência por conta da variação do dólar. (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Câmbio elevado faz cearense adaptar viagens para caber no orçamento.

Maioria dos viajantes repensa passeios, mas não deixa de ir ao exterior por conta da oscilação do dólar

24/08/2018

A escalada da moeda americana na última semana pode até ter atrapalhado os planos de quem planejava ir ao exterior, mas a maioria não deve deixar de viajar por isso. De acordo com diferentes agências de viagem da Capital, os consumidores costumam se adaptar à oscilação do câmbio sem perder o passeio, seja escolhendo outros destinos para fugir do dólar ou reduzindo a quantidade de dias fora.

Os destinos nacionais, inclusive, se fortalecem em momentos como este. De acordo com a operadora de turismo CVC, é mais comum a troca do "destino dos sonhos" para o "destino que cabe no bolso". Já no caso de quem mantem os planos para o exterior, a adaptação ao orçamento pode incluir tanto o ajuste da duração da viagem ou a escolha de hotéis all inclusive para reduzir custos com alimentação.

Planejamento financeiro

Por outro lado, segundo a CVC, como os consumidores costumam planejar a viagem internacional com antecedência de quatro a seis meses da data de embarque, a variação da moeda é absorvida no parcelamento, que é convertido para o real na compra. "Não é o valor do pacote (aéreo, hotel, serviços) que deixa o consumidor mais receoso, porque ele acaba diluindo o valor nas parcelas e sabe exatamente quanto vai pagar mensalmente", explica.

A maior dificuldade fica no planejamento financeiro do viajante a respeito de quanto ele deve levar para compras, alimentação e outras despesas, segundo a operadora. "A CVC orienta os clientes a fazerem o câmbio em diversas épocas antes da viagem para ter um valor médio da moeda, além de incluir serviços como ingressos, hotel, locação de carro, passeios e seguro viagem no mesmo pacote para conseguir parcelar com todas as reservas realizadas".

Programação

Já o gerente de viagens de lazer da Casablanca Turismo, Paulo Neto, destaca que embora algumas pessoas tenham receio da alta oscilação da moeda americana e esperem mais para fechar o negócio, a maioria dos consumidores entendem ser uma situação momentânea.

"As viagens são muito programadas, então quem está comprando agora vai viajar daqui a muito tempo, e quem já está perto de viajar já comprou o necessário", aponta.

Promoções

Entre as estratégias tomadas pelas agências para que o mercado de viagens internacionais continue crescendo, a CVC destaca a realização de promoções com companhias aéreas que possibilitam o repasse de tarifas mais atrativas aos clientes.

"Uma delas inclui o segundo passageiro grátis para Miami e Nova York, saindo de todo o Brasil com embarques até junho de 2019 (inclusive para período de alta temporada, como Natal e Ano Novo)", aponta.

As ofertas ainda incluem hospedagens gratuitas para crianças em destinos nacionais e no Caribe, descontos na compra de ingressos para parques temáticos em Orlando (como a Disney) e dias grátis em combos, além de facilidades para o financiamento. "Pelo fato de a CVC fazer reservas em grandes volumes junto aos seus fornecedores, a operadora consegue manter seus preços estáveis e reverter promoções aos consumidores", acrescenta.

A tática é semelhante na Casablanca. Paulo Neto destaca que o surgimento de diferentes promoções no mercado ajuda a fomentar a venda de pacotes turísticos para o exterior. "Temos até hoje (ontem) promoção para resorts de neve no mundo todo, acabamos de receber uma da Copa Airlines para vários destinos na América Central. A entrada dessas promoções ajuda a manter o mercado aquecido", aponta o gerente.

Milhas

Outra possibilidade para contornar a alta do dólar é a compra de passagens por meio de milhas ou pontos de programas de fidelidade. Segundo a CVC, clientes da Livelo já estão resgatando pontos nas lojas da operadora para emissão de bilhetes aéreos de qualquer companhia aérea, e também para efetuar diárias de hospedagens, locação de carro, seguro viagem, intercâmbio, passeios e cruzeiros marítimos, para viagens dentro ou fora do Brasil.

Para quem não tem milhas próprias, comprar as de outras pessoas pode ser outra alternativa para o consumidor que não quer deixar de viajar e ainda economizar. Uma das vantagens desse tipo de compra é que, independentemente da cotação do dólar, passagens com milhas não variam tanto quanto os valores das passagens vendidas normalmente nos sites pela companhias aéreas.



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