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Agentes da Força Nacional chegaram a Fortaleza para atuar a pedido do governo. (Foto: Thiago Gadelha)

Ministério da Justiça antecipa saída da Força Nacional do Ceará após fim do motim da PM

A previsão de permanência dos agentes em solo cearense era de 30 dias contados. Com o término do motim, a retirada foi antecipada pelo Governo Federal.

Fonte: Diário do Nordeste
06/03/2020

O Ministério de Estado da Justiça e Segurança Pública antecipou para esta sexta-feira (6) o fim da atuação da Força Nacional de Segurança Pública nas ações de policiamento ostensivo no Ceará. A decisão foi publicada na manhã desta sexta-feira no Diário Oficial da União.  

A autorização do envio do efetivo foi autorizado pelo ministro Sergio Moro no dia 19 de fevereiro, durante a paralisação de parte da Polícia Militar no estado. A previsão de permanência dos agentes em solo cearense era de 30 dias contados. Porém. com o fim do motim dos policiais militares, na última segunda-feira (2), a saída foi antecipada

Os primeiros agentes da Força Nacional de Segurança Pública chegaram no dia 20 de fevereiro em Fortaleza. Os primeiros agentes vieram por terra da cidade de Paulista, no interior de Pernambuco. Uma outra equipe chegou no mesmo dia de avião no terminal de cargas do Aeroporto Pinto Martins. A terceira parte do efetivo veio de Brasília.  

Os agentes ficaram alojados no Centro de Formação Olímpica do Nordeste, ao lado da Arena Castelão.

Paralisação e acordo

O Ceará enfrentou uma crise na segurança pública, motivada pelo motim de policiais militares do estado. A categoria se dizia insatisfeita com a proposta de reajuste salarial apresentada pelo governo local. Após 13 dias de paralisação, foi assinado na última segunda um acordo para encerrar o motim.

O acordo foi formalizado e assinado na Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), no Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE).

O acordo prevê que o governo do Ceará irá investir R$ 495 milhões com salários dos policiais militares até 2022. Outra reivindicação dos amotinados, a anistia aos policiais que participaram do movimento não foi aceito pelo governo do estado.


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