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Ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, adotou tática de alfinetar Jair Bolsonaro em rede social. (Foto: AFP)

Em Redes Sociais: Meirelles rebate Bolsonaro e lista denúncias contra rival.

28/08/2018

Brasília/Rio de Janeiro. Em vídeo publicado em suas redes sociais ontem, o presidenciável Henrique Meirelles (MDB) dirigiu ataque a Jair Bolsonaro (PSL). O economista publicou o material em resposta a vídeo recente em que Bolsonaro afirma que Meirelles "serviu à corrupção", em referência à atuação do ex-ministro nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Michel Temer (MDB).

"Bolsonaro, que você não sabe nada de economia todo mundo já sabe. A novidade é que você não sabe olhar no Google. Tenho dez anos de vida pública e 33 anos de trabalho em empresas e não tenho nenhum processo. Se você olhasse no Google você saberia disso", inicia Henrique Meirelles.

"Olhando no Google eu vejo que você é réu por injúria e apologia ao estupro. Você foi condenado a pagar R$ 10 mil a uma deputada (Maria do Rosario (PT-RS)) por dano moral. Você foi denunciado por racismo. Você tem suspeita de empregar funcionário fantasma. Além de incitar o racismo, o que você fez nos seus mais de 20 anos como deputado?", completa o ex-ministro.

Racismo

A postagem de Meirelles termina com uma provocação: "em vez de chamar a Wal, chama o Meirelles". Trata-se de referência à funcionária fantasma, Walderice da Conceição, que Bolsonaro empregava em seu gabinete. Walderice foi flagrada vendendo açaí na hora do expediente da Câmara em duas ocasiões e acabou deixando o cargo.

Ontem, o presidenciável do PSL afirmou que a análise da denúncia contra ele por racismo no Supremo Tribunal Federal (STF), prevista para ocorrer hoje, tem como intenção "criar um fato político negativo".

Ele evitou determinar quem teria essa intenção, quando questionado. O relator da denúncia, ministro Marco Aurélio Mello, atendeu a pedido do PSL para antecipar do dia 4 de setembro para esta terça a análise do caso na Primeira Turma do STF.

Os cinco ministros do colegiado vão decidir se Bolsonaro se torna réu ou não pelas acusações de ofensas praticadas contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs em palestra no Clube Hebraica no Rio de Janeiro no ano passado.

"Lógico que a intenção é criar um fato político negativo", disse ele, ao participar de caminhada no Mercadão de Madureira, comércio popular do Rio.



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