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Ciro Gomes (PDT) disse que sua proposta para reduzir endividamento dos brasileiros é resultado de anos de estudos e que, se eleito, vai refinanciar débitos dos consumidores impedidos de acessar meios de crédito. (Foto: Divulgação / Rede Globo)

Combate à Inadimplência: Ciro elege "Nome Limpo" carro-chefe de campanha.

Primeiro entrevistado de série do "Jornal Nacional", pedetista detalhou plano para elevar poder de compra.

28/08/2018

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, apontou, ontem, seu programa de redução da inadimplência como um dos principais motores para estimular o consumo das famílias e impulsionar o crescimento da economia brasileira.

Durante entrevista aos apresentadores do "Jornal Nacional", William Bonner e Renata Vasconcelos, o pedetista entregou um livreto com sua proposta. O programa se chamará "Nome Limpo" e pretende, segundo Ciro, "resgatar a dignidade e devolver os sonhos para 63 milhões de brasileiros".

Ele negou que seu programa de refinanciamento de dívidas seja uma oferta de troca de favor por voto. Ele exemplificou ainda que uma dívida de R$ 4 mil pode ser renegociada e, com desconto, pode cair para R$ 1.200 e ser parcelada em 36 meses.

O pedetista explicou que seus adversários na disputa presidencial transformaram essa sua proposta econômica em um "hit". A ideia de "tirar seu nome do SPC" começou a virar alvo de críticas dos outros candidatos desde o dia 9 deste mês, durante o primeiro debate televisivo, quando Ciro destacou essa promessa.

Segurança pública

Durante a entrevista ao JN, Ciro foi questionado também sobre segurança pública.

Ele falou sobre as violentas disputas de facções criminosas no Ceará, evitando tratar como "erros" decisões tomadas por seu grupo político no Estado no enfrentamento ao crime. "A polícia não estava preparada", reconheceu Ciro, fazendo uma referência aos desafios da chegada de facções criminosas de outros Estados ao Ceará.

Ciro defendeu uma reação federal ao combate às facções. Prometeu que vai liberar metade do efetivo da Polícia Federal de trabalhos burocráticos para ações de inteligência para desmantelar organizações criminosas. Sobre a Operação Lava-Jato, Ciro criticou o fato de que políticos tucanos implicados em denúncias não acabam condenados e presos, como o ex-presidente Lula, que cumpre pena desde abril, na sede da PF, em Curitiba.

"Não há nenhum quadro do PSDB preso", enfatizou Ciro, que contestou ainda "abusos" do Ministério Público Federal, chamado por ele como o "quarto poder" na "destruição de reputações". Para o candidato do PDT, decisões judiciais conflitantes, como as tomadas para soltar Lula e depois anuladas, reforçam o descrédito institucional e a insegurança política no País.

Lupi

Ciro também teve de explicar recentes declarações de que daria ao presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, o cargo que ele quiser em um eventual governo. Informado de que Lupi é réu em ações judiciais em andamento, Ciro voltou a dizer que tem uma "confiança cega" no aliado.

O candidato também foi indagado sobre suas diferenças de opinião em relação a sua vice, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO), nome que já foi identificado com as bandeiras da bancada ruralista e alvo de críticas de ambientalistas. O pedetista disse que Kátia conhece a economia rural como "poucos" e votou contra o impeachment de Dilma Rousseff (PT). "Nós nos completamos", resumiu o postulante.

Durante a entrevista, Ciro reforçou ainda seus ataques ao sistema financeiro. Na opinião do pedetista, os bancos atuam como cartéis, encarecendo o crédito e dificultando o desenvolvimento do setor produtivo.



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