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Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, informou que o material gráfico de campanha foi declarado, sem motivo para receber dinheiro de Caixa 2. (Foto: AFP)

PT e Haddad negam denúncia de improbidade administrativa.

Vice na chapa de Lula acusa Ministério Público de agir politicamente para prejudicá-lo na corrida presidencial

29/08/2018

São Paulo/Rio de Janeiro. A Comissão Executiva Nacional do PT saiu em defesa de Fernando Haddad, candidato a vice na chapa em que o ex-presidente Lula se apresenta como candidato, e afirmou que a denúncia do Ministério Público de São Paulo contra o ex-prefeito é "falsa, irresponsável e facciosa".

O Ministério Público de São Paulo ingressou na segunda-feira (27) com ação de improbidade administrativa contra Haddad, na qual argumentam que ele sabia do pagamento de uma dívida da campanha de 2012, no valor de R$ 3 milhões, com recursos de Caixa 2, com dinheiro repassado pela construtora UTC.

Os promotores pedem condenação por enriquecimento ilícito e a suspensão de seus direitos políticos. O teor da denúncia é semelhante ao apresentado à Justiça Eleitoral, em maio passado. "Incapazes de convencer pelas propostas e de vencer através do voto, os adversários da chapa Lula-Haddad e do povo brasileiro apelam mais uma vez para o tapetão judicial, com acusações sem provas para fazer escândalo na mídia", disse a nota.

A Executiva do PT informou que o partido vai ingressar com representação no Conselho Nacional do Ministério Público para responsabilizar a ação dos promotores, considerada partidária e política, e afirma que a denúncia contra Haddad foi feita porque "as últimas pesquisas que mostram a possibilidade de Lula vencer no primeiro turno".

A assessoria de Haddad também se manifestou, afirmando que já foi demonstrado que o material gráfico produzido na campanha foi declarado e que não havia motivo para receber da UTC por meio de Caixa 2.

Haddad é vice-presidente na chapa do PT. Como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso em Curitiba, onde cumpre pena de 12 anos e um mês no caso do tríplex do Guarujá, a expectativa é que ele renuncie e Haddad assuma como candidato a presidente antes das eleições de outubro.

Delator da Lava-Jato, o empresário Ricardo Pessoa falou sobre repasses de propina ao PT.

O promotor afirma que Fernando Haddad chegou a participar de um almoço com o empresário, no qual foram discutidas futuras obras na cidade de São Paulo. A aproximação teria sido feita por José de Fillippi Júnior, que foi tesoureiro do PT e prefeito de Diadema.

Defesa

Haddad desqualificou a ação movida contra ele. Segundo Haddad, a acusação está baseada na "palavra de um bandido".

Além disso, o ex-prefeito sugeriu que a ação pode ter sido proposta para gerar um fato político, já que foi proposta às vésperas da eleição. "O MP tem na mão a palavra de um bandido", disse Haddad, em entrevista coletiva após participar de atos de campanha, no Rio de Janeiro.

Segundo o candidato a vice-presidente, há registros de oito casos em que delações feitas por Pessoa não foram comprovadas.

"Parece que foram oito inquéritos arquivados porque ele não consegue comprovar o que diz".

O ex-prefeito sugeriu que o MP paulista atua politicamente, já que não investiga suspeitas de corrupção relacionadas ao governo do Estado de São Paulo.

Segundo Haddad, em "24 anos de governo do PSDB, tem escândalo em todo o canto". "E não há nada, não há nenhum procedimento (de investigação)", disse o ex-prefeito.

"Uma coisa de três anos atrás aparece faltando 40 dias para a eleição?", questionou Haddad.



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