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Bolsonaro apontou para a Justiça e o Ministério Público a função de combater violações à legislação Trabalhista, como diferenças salariais. (Foto: Reprodução / TV )

Bolsonaro minimiza perda de direitos em reforma trabalhista.

Entrevistado no “JN”, candidato disse que empregadores querem a redução dos direitos para voltar a abrir vagas.

29/08/2018

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, minimizou, ontem, o papel do Poder Executivo na solução dos problemas do mercado de trabalho, como o desemprego e as diferenças salariais entre homens e mulheres. Segundo a participar da série de entrevistas do “Jornal Nacional”, o militar reformado disse que não se deve “jogar a responsabilidade em cima de um candidato à Presidência” pelos problemas do País.

Ele repetiu o bordão “menos direitos=mais empregos”, que diz ter ouvido dos empregadores em palestras. Questionado sobre que direitos trabalhistas seu eventual governo tiraria, Bolsonaro jogou a responsabilidade para o Congresso Nacional por uma nova Reforma Trabalhista: “Quem porventura tira direitos não vai ser o chefe do Executivo. Vai ser a Câmara e o Senado”.

“Se instaurar uma nova Assembleia Nacional Constituinte, a gente não sabe o que vai acontecer dentro do Parlamento. Você perde o controle daquilo lá”, admitiu Bolsonaro. Diante da insistência do apresentador William Bonner de saber que direitos trabalhistas seriam tirados em um eventual governo do PSL, Bolsonaro reconheceu os limites do poder presidencial. “Não jogue a responsabilidade em cima de um candidato à Presidência por essa quantidade de problemas que nós temos no Brasil”.

Confrontado durante a entrevista de que votou contra a “PEC dos Domésticos”, que reconheceu vários direitos aos empregados domésticos, o presidenciável destacou que foi o único que votou contra a matéria, pois defendia mudanças gradativas para esses trabalhadores. Ele citou como consequências negativas dessa PEC a perda de vagas para diaristas, cujos patrões se recusariam a registrá-los e arcar custos.

O postulante do PSL também foi questionado pela apresentadora Renata Vasconcelos sobre declarações de que não teria, como presidente, como combater as desigualdades salariais entre homens e mulheres. Desta vez, ele disse que o assunto já está na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e que cabe ao Ministério Público e à Justiça do Trabalho combater casos de violação.

Polêmicas

Durante a entrevista, Bolsonaro teve de explicar opiniões controversas que o acompanham praticamente em todas as sabatinas e debates, como declarações depreciativas contra mulheres e homossexuais. Ele reafirmou ser contra qualquer esforço governamental para conscientizar crianças e adolescentes sobre questões de identidade de gênero e de orientação sexual. “O pai não quer chegar em casa e ver seu filho brincando de boneca por influência da escola”, observou.

Sobre Paulo Guedes, coordenador do programa econômico do candidato, Bolsonaro disse que tem confiança no economista e descartou a hipótese de vir, se eleito, a ter de demiti-lo.

“Ninguém casa pensando em mulher reserva, mas se um dia acontecer, pode ter certeza que não será por um capricho nem meu, nem dele”, comentou.

O candidato voltou a defender ações militares para inibir a criminalidade em comunidades pobres, com o emprego até de armamento pesado, como tanque de guerra contra bandidos e narcotraficantes. “Esse tipo de gente não pode ser tratada como um ser humano normal, uma vítima”. A série do “JN” segue hoje com Geraldo Alckmin (PSDB). Amanhã, Marina Silva (Rede) encerra a etapa de sabatinas.



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