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Durante entrevista ao “Jornal Nacional”, ex-governador Geraldo Alckmin apontou a redução dos homicídios em São Paulo como exemplo de gestão e ressaltou que investiu em inteligência policiai e no combate ao crime. (Foto: Reprodução / TV)

Corrupção: Alckmin justifica permanência de tucanos envolvidos em denúncias.

Candidato do PSDB criticou o denuncismo das delações e defendeu aguardar o julgamento judicial dos suspeitos.

30/08/2018

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, teve, ontem, de explicar as denúncias que rondaram sua gestão como governador de São Paulo e aliados, durante entrevista ao “Jornal Nacional”.

O presidente nacional do PSDB evitou defender a expulsão de tucanos implicados em escândalos, como o senador Aécio Neves e o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo.

“Primeiro, o Aécio não foi condenado. Ele está sendo investigado e vai responder para a Justiça. Nós não passamos a mão na cabeça de ninguém. Quem errou, paga pelo erro. O Eduardo Azeredo já está afastado da político há muito tempo. Ele vai sair do PSDB. Não precisa nem expulsar”, afirmou Alckmin.

O tucano também defendeu Laurence Casagrande Lourenço, ex-diretor presidente da Dersa, estatal paulista responsável pela obra suspeita do Rodoanel, que chegou a ser preso em operação da Polícia Federal contra desvios na obra viária. “Ele é um homem sério e correto”, garantiu Alckmin, que chamou de “mentira” a denúncia de um delator. O candidato negou uso de Caixa 2 em suas campanhas eleitorais de 2010 e 2014.

Durante suas respostas sobre investigações de corrupção, Alckmin aproveitou para alfinetar o PT, sem citar diretamente o partido adversário. “Nós não vamos para porta de penitenciária para contestar a Justiça, não transformamos réu em vítima, não desmoralizamos as instituições”, comentou, em alusão à situação do ex-presidente Lula, condenado pela Lava-Jato e preso desde abril na sede da Polícia Federal em Curitiba.

Durante a sabatina, Alckmin apontou suas realizações como governador de São Paulo como exemplo para o Brasil. Citou, por exemplo, a redução no número de homicídios, a construção de penitenciárias de segurança máxima e os investimentos em moradia e mobilidade, como novas estações do metrô. Ele também defendeu uma Reforma Política, que inclua a redução do número de partidos e o voto facultativo.

“Se não mudar o sistema político, não vai melhorar. O sistema político faliu”, reconheceu Alckmin, que elegeu a Reforma Política como a primeira reforma que faria em um eventual governo.

Sobre as alianças com partidos do Centrão, que também têm líderes investigados pela Lava-Jato, Alckmin disse que todos os partidos possuem “bons quadros”, evitando generalizar o comportamento individual para todos os membros da agremiação partidária. “É preciso separar o joio do trigo”, citou o tucano, criticando a pressa do denuncismo das delações premiadas e julgamentos políticos antes da condenação judicial definitiva.

Ele foi questionado sobre o apoio do PSDB ao PTC do ex-presidente Fernando Collor de Mello em Alagoas. Alckmin negou que Collor seja um aliado e explicou que, se aprovar as reformas, terá de construir uma maioria no Congresso para governar.

“Precisa ter maioria para fazer as mudanças de que o Brasil precisa. Quem prometer mudança sem construir maioria é conversa fiada. Ou vamos continuar nesse marasmo ou vamos fazer reforma”, disse o tucano.

Alckmin negou que líderes criminosos controlem suas facções de dentro de presídios paulistas. “Isso são coisas que vem sendo repetidas e vão virando verdade”, disse, explicando que na verdade que os problemas de segurança no Brasil são outros.

“O problema do Brasil é droga, é trafico de armas. Isso é tarefa federal. Os Estados estão enxugando gelo”, disse Alckmin. “Se eu for presidente vou mudar a Lei de Execuções Penais, acabar com a saidinha, endurecer as penas”, prometeu.

Agronegócio

Mais cedo, em sabatina promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) com presidenciáveis, Alckmin voltou a falar sobre zerar o déficit primário do País em até dois anos e aprovar reformas já no seu primeiro ano de governo, caso seja eleito.

“Estou trabalhando com Ana Amélia (vice na sua chapa) para, em janeiro, apresentar e aprovar reformas”, disse. “Meta é zerar déficit primário em até dois anos; permitir mais queda dos juros”, completou.



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