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A taxa composta de subutilização da força de trabalho teve ligeiro recuo, ficando em 24,5%. O indicador inclui taxa de desocupação, subocupação por insuficiência horas de trabalho e taxa de força de trabalho potencial. (Foto: Fabiane de Paula)

Recuo de 0,6 Ponto: Desemprego cai a 12,3%, mas ainda atinge 12,9 mi.

A Pnad Contínua, com os dados do mercado brasileiro no trimestre encerrado em julho, foi divulgada nessa quinta.

31/08/2018

Rio. A taxa de desemprego do Brasil caiu 0,6 ponto percentual e fechou o trimestre encerrado em julho deste ano em 12,3%, comparativamente ao trimestre imediatamente anterior (12,9%). Mesmo assim, o País ainda possui 12,9 milhões de pessoas desempregadas.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada, ontem (30), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quando comparada ao trimestre maio-julho do ano passado, quando a taxa de desocupação no Brasil era de 12,8%, a redução na taxa de desemprego chegou a 0,5 ponto percentual. Mesmo com uma população desocupada de 12,9 milhões de pessoas, o número significa uma queda de 4,1% em relação ao trimestre fevereiro-abril, quando a população desempregada era de 13,4 milhões.

A quantidade também é 3,4% menor do que quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, quando havia 13,3 milhões de desocupados.

Subutilização

Segundo a Pnad, faltou trabalho para 27,555 milhões de pessoas no Brasil no trimestre encerrado em julho deste ano, contingente recorde de pessoas subutilizadas no mercado de trabalho, uma vez que é maior patamar da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho teve ligeiro recuo, passando de 24,6% no trimestre até abril de 2018 para 24,5% no trimestre até julho deste ano. O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar. No segundo trimestre de 2017, a taxa de subutilização da força de trabalho no Brasil estava mais baixa, em 23,9%.

Subocupação

A taxa de subocupação por insuficiência de horas ficou em 7,2% no trimestre até julho de 2018, ante 6,9% no trimestre até abril. O indicador inclui as pessoas ocupadas com uma jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior.

Na passagem do trimestre até abril para o trimestre até julho, houve um aumento de 271 mil pessoas na população nessa condição. O País já tem 6,569 milhões de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas.

Já a taxa combinada de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e desocupação foi de 18,6% no trimestre até julho de 2018 ante 18,9% no trimestre até abril.

Combinações

A taxa combinada de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e desocupação inclui as pessoas ocupadas com uma jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior, somadas às pessoas que buscam emprego.

A taxa combinada da desocupação e da força de trabalho potencial - que abrange as pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho, ou que procuraram, mas não estavam disponíveis para trabalhar (força de trabalho potencial) - foi de 18,6% no trimestre até julho de 2018, o que representa 20,986 milhões de pessoas nessa condição. No trimestre até abril, essa taxa estava em 19,0%.

População

Ainda de acordo com os números do IBGE, a população ocupada no Brasil fechou o trimestre encerrado em julho deste ano em 91,7 milhões, um crescimento de 1,0% (mais 928 mil pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior. Em relação a igual trimestre de 2017, quando havia 90,7 milhões integrando a população ocupada, houve crescimento de 1,1%.

O nível da ocupação fechou julho em 53,9%, subindo em relação ao trimestre anterior, quando o nível era de 53,6%, mas ficou estável em relação ao mesmo trimestre do ano passado (53,8%).



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