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Marina Silva (Rede) tentou justificar seu apoio a Aécio Neves (PSDB) no 2º turno de 2014 contra Dilma Rousseff (PT). "Se eu tivesse as informações da Lava-Jato, não teria votado nem em Aécio nem em Dilma", argumentou. (Foto: Reprodução / TV)

Disputa Presidencial: Marina rebate críticas à base partidária frágil.

Candidata minimizou a redução da bancada da Rede e coligações estaduais com partidos citados na Lava-Jato.

31/08/2018

A candidata da Rede Sustentabilidade à Presidência da República, Marina Silva, rebateu as críticas sobre as dificuldades do seu partido de atrair apoios. Em entrevista ao "Jornal Nacional", a ex-ministra do Meio Ambiente prometeu que, se eleita, vai governar com várias siglas.

"Pessoas boas existem em todos os partidos", justificou, acrescentando que dialogar com diversos campos ideológicos é um "processo natural numa democracia". "Ser líder não é ser dono do partido. Ser lider é ser capaz de dialogar com os diferentes".

Os âncoras William Bonner e Renata Vasconcellos insistiram em questões sobre a redução da bancada parlamentar da Rede após trocas partidárias.

Marina situou esse momento crítico da legenda nas discussões sobre o impeachment de Dilma Rouseff, em 2016. Marina apoiou o julgamento do impedimento da petista, enquanto outros membros do partido consideravam como um "golpe" a deposição da presidenta eleita.

"O impeachment gerou divergências na Rede", lembrou a candidata, acrescentando que a perda de integrantes não fragilizou o partido. "A Rede tem uma vantagem: quem sai não vira inimigo. Se eu ganhar, duvido que eles vão sabotar meu governo".

Durante a sabatina, ela teve de explicar seu apoio, no segundo turno de 2014, ao candidato tucano Aécio Neves, denunciado em um caso de corrupção e obstrução de Justiça, que acabou derrotado por Dilma.

"Se eu tivesse as informações da Lava-Jato, não teria votado nem em Aécio nem em Dilma", disse Marina, que virou cabeça de chapa em 2014 após a morte de Eduardo Campos (PSB, em um acidente aéreo em Santos. Ela se comprometeu, se eleita, a adotar medidas sugeridas pela Transparência Internacional para combater a corrupção. Os âncoras do "JN" também cobraram explicações de Marina sobre as coligações estaduais da Rede com partidos com líderes investigados na Lava-Jato.

A candidata defendeu essas alianças e negou que suas críticas à corrupção sejam insinceras e oportunistas. Ela explicou que as coligações nos Estados são com nomes que não estão envolvidos em acusações.

Marina falou ainda sobre seu vice, Eduardo Jorge, do PV, partido a que ela esteve filiada e deixou para fundar a Rede. "Tenho convergências com o Eduardo e algumas divergências. É normal na democracia", disse.



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