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Apesar do resultado do leilão, o Estado ainda é destaque na geração de energia eólica, recebendo empreendimentos de grande porte como o da Brasil Ventos, subsidiária de Furnas Centrais Elétricas. (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Concorrência Elevada: CE não contrata projetos em leilão de energia.

Estado tinha 101 empreendimentos cadastrados, mas nenhum venceu o certame de sexta (31).

03/09/2018

Fortaleza/São Paulo. O Ceará não contratou nenhum dos 101 projetos de energia que tinha cadastrados no leilão A-6, realizado na última sexta-feira (31). Do total de projetos cearenses, 100 eram de energia eólica e um de térmica a gás natural, totalizando 3.927 MW. De acordo com o consultor de energia da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) e presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis do Estado, Jurandir Picanço, o resultado foi decorrente da alta concorrência do leilão.

"Não houve nenhum fator que tenha prejudicado o Ceará. Foi um leilão muito competitivo, com mais de mil projetos cadastrados e preços baixos, pois a demanda está muito pequena. Foi uma questão de oportunidade. Só venceram os projetos com condições especiais, que já tinham alguma estrutura ou que eram para ampliação (de projetos já existentes), e com preços menores", explica.

"No leilão anterior, o Ceará foi o estado que mais contratou empreendimentos, com destaque para projetos fotovoltaicos, que não participaram do leilão de sexta-feira", acrescenta.

O certame foi operacionalizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e movimentou R$ 23,670 bilhões, com a contratação de 168,033 mil gigawatts-hora (GWh), ao preço médio de R$ 140,87 por megawatt-hora (MWh). Tal preço representou um deságio médio de 46,89%, ou uma economia de R$ 20,89 bilhões.

Em todo o País, 1.080 projetos foram cadastrados para o leilão, mas apenas 62 empreendimentos foram contratos. Segundo a CCEE, tais projetos consumirão um total de R$ 7,684 bilhões em investimentos.

A fonte eólica foi a que mais vendeu energia. Um total de 48 projetos, que somam 1.250,7 MW de capacidade, foram contratados, sendo 27 no Rio Grande do Norte e 21 na Bahia. Na fonte hídrica, foram contratados 11 projetos, entre usinas hidrelétricas, pequenas centrais hidrelétricas e Centrais de Geração Hidrelétrica. Na fonte térmica, três projetos comercializaram energia, incluindo duas usinas a biomassa e uma usina a gás natural.

Participantes

Um total de 19 distribuidoras do País participaram do leilão de Energia Nova A-6. Destaque para a Energisa, que no consolidado foi a companhia elétrica que mais adquiriu energia, considerando inclusive o montante negociado pela Ceron, arrematada pelo grupo no leilão de privatização de ativos da Eletrobras realizado ontem. A distribuidora de Rondônia, atualmente operada pela Eletrobras, foi a principal compradora do leilão, com um montante de 35,997 milhões de megawatts-hora (MWh), ou 21,4% do total negociado. Outras oito distribuidoras do grupo Energisa adquiriram juntas cerca de 34 milhões de MWh, ou outros 20% do negociado, aproximadamente.

Dentre as demais concessionárias participantes, a Cemig Distribuição contratou 27,69 milhões de MWh, ou 16,5% do total movimentado no leilão, enquanto a Copel D negociou 7,83 milhões de MWh, ou 4,6% do total. As distribuidoras do grupo Neoenergia (Celpe, Coelba e Cosern) responderam juntas por outros 17% do comercializado.



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