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Segundo o escritor, psiquiatra e educador Augusto Cury, se o aluno é provocado constantemente, perguntado, instigado, emocionado, o professor cria pontes e isso melhora a concentração, o rendimento intelectual e o raciocínio esquemático. (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Educação Socioemocional: Gestão das emoções deve ser trabalhada em aula.

Fórum discutiu práticas assertivas, com base na educação integral, para a formação do cidadão crítico e consciente.

03/09/2018

"Vocês devem provocar os alunos, ensinar não é mais transmitir informação, é dar um bilhete de passagem para fazerem a mais importante viagem, uma viagem para dentro de si". A afirmação foi uma das premissas trabalhadas pelo escritor, psiquiatra e educador Augusto Cury, durante o 5º Fórum de Educação Socioemocional, realizado no Colégio Christus, em Fortaleza.

Promovido pela Escola da Inteligência (EI), reuniu educadores para discutir práticas assertivas em sala de aula, tendo como base a busca pela educação integral, com a formação do cidadão crítico e consciente. Para isso, Cury defende uma metodologia que incentive o debate, questionamentos e reflexões, baseados no conceito de um pensamento antidialético, considerado o mais completo.

"Muitas vezes, ao tentar encontrar respostas para solucionar seus conflitos, se você usar o pensamento errado, o dialético, a capacidade de encontrar respostas inteligentes vai ficar comprometida. O pensamento simbólico, o dialético, presta para ler, escrever, para estabelecer alguns diálogos, mas não os mais profundos, não a leitura dos seus conflitos. Para ler conflitos, você precisa de muito mais", afirma o escritor.

Conforme Augusto Cury, é preciso, no entanto, que os professores utilizem o pensamento antidialético de forma inteligente, sabendo trabalhar a gestão das emoções. "Ensinar é perguntar, questionar, instigar porque os alunos estão desenvolvendo coletivamente a síndrome do pensamento acelerado, então, quando você fala de maneira dialética, ele já processou dez pensamentos. Você transmitiu uma informação e ele já está em qualquer outro lugar, mas não na sala de aula. Se você provoca constantemente perguntando, instigando, emocionando seus alunos, cria pontes, melhora a concentração, o rendimento intelectual e o raciocínio esquemático", explica.

A construção de emoções saudáveis nas pessoas, ainda segundo o escritor, parte do princípio de pais e professores saberem elogiar, até mesmo pequenos comportamentos diários, ao invés de apenas apontarem erros e falhas, o que dificulta a formação de mentes brilhantes.

"Nós somos treinados para observar defeitos. Estamos viciados em valorizar o erro e um dos motivos de termos aumentado em 100% o índice de suicídio entre crianças de 10 a 14 anos, nos últimos 10 anos, é que pais e os professores não têm gestão das emoções", descreve.



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