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Ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) é um dos políticos citados nas denúncias de associação criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. (Foto: ABR)

E Sete Congressistas: Autorizado inquérito contra Carlos Marun.

Investigação vai apurar suspeitas de esquema de fraudes na liberação de registros sindicais no Ministério do Trabalho.

05/09/2018

Brasília. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de três inquéritos para investigar o ministro da Secretaria-Geral de Governo, Carlos Marun (MDB-MS), e sete congressistas por envolvimento num suposto esquema de fraudes na liberação de registros sindicais pelo Ministério do Trabalho.

O caso foi investigado na Operação Registro Espúrio, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF). Um dos inquéritos visa apurar se Marun cometeu os crimes de associação criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo a investigação, a pedido do ministro, servidores do ministério atropelavam exigências legais e fabricavam pareceres fraudulentos para favorecer sindicatos do Mato Grosso do Sul, seu reduto eleitoral. Em troca, as entidades dariam apoio político a ele.

Além de Marun, também será investigada sua chefe de gabinete, Vivianne Lorenna de Melo, por meio da qual o ministro encaminhava demandas à pasta. Em nota, Marun se disse tranquilo quanto ao inquérito, pois "nada deve e, portanto, nada teme".

"Nada fiz que extrapole as minhas funções previstas no ordenamento jurídico e não recebi nenhuma vantagem, devida ou indevida, pelas ações que desenvolvi em prol de sindicatos de MS", assegurou.

Ele manifestou "confiança nas atitudes" da assessora e lamentou o "constrangimento que ela está passando em função desta tendenciosa acusação" que, segundo sua versão, teria por objetivo atingi-lo e intimidá-lo.

"Sei que sou alvo de uma intimidação sob a forma de inquérito, mas, desde já, reafirmo todas as críticas que fiz a atitudes e decisões indevidas e ilegais que estão sendo tomadas por autoridades que deveriam zelar pelo estrito cumprimento da lei", acrescentou, destacando a "necessidade da aprovação de legislação que permita a punição de abusos de autoridade".

Num segundo inquérito autorizado por Fachin, serão investigados por possível corrupção passiva e lavagem de dinheiro os deputados José Wilson Santiago Filho (PTB-PB), Jovair Arantes (PTB-GO), Cristiane Brasil (PTB-RJ), Paulo Pereira da Silva (SD-SP) e Nelson Marquezelli (PTB-SP). Eles já haviam sido denunciados por organização criminosa no fim de agosto.

Na ocasião, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, requereu a abertura das apurações sobre a prática dos outros crimes, o que foi agora acolhido.

O terceiro inquérito, também sobre corrupção passiva e lavagem, mira os senadores Dalírio Beber (PSDB-SC) e Cidinho Santos (PR-MT). Os sete congressistas são suspeitos de requerer facilidades para sindicatos, em troca de vantagens indevidas na forma de dinheiro ou apoio político. Todos eles negam ilicitudes.

Defesa

Jovair Arantes informou, em nota, que se mantém "confiante de que o Judiciário reconhecerá que não há qualquer desvio que macule sua reputação".

Também por escrito, o advogado de Cristiane Brasil, Luiz Gustavo Pereira da Cunha, reiterou que a Polícia Federal e o Ministério Público tornaram-se "assassinos de reputações", que "acusam sem provas".

Já a assessoria de Dalírio Beber informou que o senador ficou "surpreso" com a abertura do inquérito e que vai provar sua inocência.

Paulo Pereira da Silva alegou que "já foi citado em diversas oportunidades e sempre conseguiu provar a sua inocência".



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