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Assessoria de Fernando Haddad rebateu o Ministério Público afirmando que a denúncia se baseia em uma narrativa sem provas de Ricardo Pessoa. (Foto: AFP)

Potencial Presidenciável do PT: MP-SP denuncia Haddad pela 2ª vez em oito dias.

Candidato a vice da Coligação "O Povo Feliz de Novo" teria recebido indevidamente o valor de R$ 2,6 mi em 2013.

05/09/2018

São Paulo. O Ministério Público do Estado de São Paulo denunciou, ontem, o ex-prefeito da capital paulista e atual candidato à vice-presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, por corrupção passiva, associação criminosa, e lavagem de dinheiro. A denúncia aponta que Haddad teria solicitado e recebido indevidamente da UTC Empreiteira o valor de R$ 2,6 milhões em 2013. Essa é a segunda ação do MP de São Paulo contra Fernando Haddad nos últimos oito dias.

Na anterior, o Ministério Público propôs uma ação civil de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de São Paulo.

"(Fernando Haddad) solicitou e recebeu indiretamente, vantagem indevida de R$ 2.600.000,00. Depois, agiu por interpostas pessoas de forma a dissimular a natureza, a origem, a localização e a movimentação dos valores provenientes, direta e indiretamente, daquela infração penal", diz a denúncia, assinada pelo promotor Marcelo Batlouni Mendroni.

Na denúncia, o MP diz que João Vaccari Neto, na época tesoureiro do PT, teria "em nome de Haddad" pedido dinheiro a Ricardo Ribeiro Pessoa, controlador da UTC Participações, para o pagamento de dívidas com gráficas responsáveis pela impressão de material de campanha do ex-prefeito em 2012.

Em nota, a assessoria de Haddad rebateu o MP afirmando que a denúncia se baseia em uma narrativa sem provas do empresário Ricardo Pessoa.

Pesquisa não divulgada

Ontem havia a expectativa da divulgação de pesquisa do Instituto Ibope sobre intenção de votos para o cargo de presidente da República, o que, contudo, não se concretizou. Em nota, o Ibope esclareceu o motivo da não divulgação, relacionado ao imbróglio envolvendo a indefinição do candidato do PT ao Planalto.

"O Ibope registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dia 29 de agosto, cinco dias antes da data de divulgação, como prevê a lei, pesquisa eleitoral sobre a intenção de votos nos candidatos à Presidência da República, sendo os contratantes a TV Globo e o jornal O Estado de S. Paulo. Naquela ocasião, o PT havia solicitado o registro de Luiz Inácio Lula da Silva como seu candidato e aguardava definição a respeito do TSE.

Por esta razão, como fez em pesquisa anterior, o Ibope registrou no TSE pesquisa com dois cenários. O primeiro, com o nome de todos os candidatos com registros solicitados ao Tribunal, incluindo Lula. O segundo, com o nome de Fernando Haddad, candidato a vice-presidente na chapa do PT, apontado como eventual substituto de Lula em caso do então provável indeferimento de sua candidatura.

Ocorre que na madrugada de sábado, dia 1° de setembro, o plenário do TSE, sem aviso prévio de que julgaria o feito, indeferiu o registro da candidatura de Lula e proibiu que o ex-presidente participasse, como candidato, de atos de campanha ou da propaganda eleitoral no Rádio e na Televisão. A Corte determinou também que o nome de Lula fosse retirado da urna eletrônica e concedeu 10 dias para que o PT indicasse novo candidato.

Diante disso, na manhã de sábado, antes da realização da pesquisa, e para estar de acordo com o julgamento e as determinações do TSE, o Ibope não pesquisou o cenário com Lula, diferentemente do que constava do registro da pesquisa, aplicando apenas o cenário alternativo, tendo Haddad como candidato. A intenção do instituto é obter o aval do TSE para divulgação do resultado dessa pesquisa, com a mencionada adequação. Foi o que o Ibope fez hoje (ontem). Até o momento, porém, o TSE não se manifestou sobre a questão, razão pela qual, em respeito à lei, o Ibope não liberou a pesquisa", diz trecho da nota.



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