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Peritos da Polícia Federal começaram a vasculhar o imóvel na Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio, em busca de indícios da causa do início do fogo. (Foto: ABR)

No Museu Nacional: TCU vai apurar responsabilidade sobre incêndio.

Auditoria vai apurar irregularidades na gestão do equipamento cultural, já que se trata de patrimônio da União.

06/09/2018

Brasília/Rio de Janeiro. O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu abrir uma auditoria para apurar as falhas, irregularidades e responsabilidades de agentes públicos que possam ter contribuído para o incêndio no Museu Nacional, que teve quase a totalidade de suas instalações e seu acervo destruídos no dia 2.

Segundo ele, a tragédia ensejou justificativas "irrazoáveis" por parte de agentes envolvidos na gestão do museu. Conforme a proposta do presidente do TCU, Raimundo Carreiro, aprovada em plenário ontem, a apuração buscará identificar deficiências, falhas e irregularidades.

Os auditores também vão analisar se faltaram "ações proativas de controle e prevenção de incêndios e outras contingências de risco patrimonial". O Tribunal entendeu que tem competência para fazer esse tipo de análise porque o Museu Nacional é patrimônio da União - tanto o prédio histórico, como o acervo.

A vice-diretora do Museu Nacional, Cristiana Serejo, admitiu, ontem, que o imóvel estava irregular perante o Corpo de Bombeiros, mas minimizou a falta do alvará. "Esse alvará não era necessário por ser (o Museu) uma instituição federal, por isso era isento. Mas as inspeções anuais eram feitas, e nós estávamos sim com os extintores em dia, e havia uma inspeção periódica", afirmou.

Outro caso

O corpo de José Hunaldo Moura de Carvalho, 85, foi encontrado por equipes do Corpo de Bombeiros sob escombros de casarões que pegaram fogo na segunda, em Salvador. Ele era dono de uma serraria que ficava em um dos dois casarões incendiados na região da Baixa dos Sapateiros, Centro Antigo de Salvador.

Os imóveis atingidos pelo fogo não eram tombados, mas ficam no Centro Antigo de Salvador, área considerada estratégica do ponto de vista do patrimônio histórico. A maioria dos imóveis da Baixa dos Sapateiros é da segunda metade século 19.

Um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil da Bahia para investigar as causas do incêndio.



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