Carregando...

Publicidade

Neste ano, 3.110 pessoas foram mortas, uma média de 12 por dia. O titular da SSPDS disse que o balanço é um avanço, mas "enquanto for registrada uma morte, não há o que comemorar". (Foto: Reinaldo Jorge)

No Estado: Homicídios caem, mas já passam de 3 mil em 2018.

Os índices de execuções melhoraram mais nos bairros em que a Polícia passou a ser a agir por territórios.

06/09/2018

O número de assassinatos caiu pelo quinto mês consecutivo, no Ceará, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). A Pasta divulgou, ontem, que foram registrados 352 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) - homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de mortes - em agosto deste ano. O índice é 23,5% menor do que o contabilizado em igual período de 2017, quando 460 pessoas foram assassinadas no Estado.

Apesar da melhora, o número de homicídios no Estado ainda é muito alto. Somente neste ano, 3.110 pessoas foram assassinadas, uma média de 12 por dia. Em 2017, 3.233 casos já haviam ocorrido nos oito primeiros meses. A redução foi de 3,8%, se comparado o acumulado dos meses de 2017 e 2018.

O titular da SSPDS, André Costa, disse que o balanço apresentado representa um avanço, mas que, "enquanto for registrada uma morte, não há o que comemorar". Na Capital, o número de CVLIs contabilizados passou de 1.258, no ano de 2017, para 1.037 em 2018. No Interior Sul, a melhora foi de 11,3%, indo de 636 para 564 neste ano. A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e o Interior Norte, no entanto, tiveram acréscimo de 5,8% e 23%, respectivamente.

Segundo o secretário, em Fortaleza, os índices melhoraram mais nos bairros em que a Polícia passou a ser a agir por território. "A presença permanente da Polícia Militar, com efetivo maior, em algumas áreas definidas pela Inteligência contribuíram para esse avanço". O trabalho é realizado em conjunto com a Polícia Civil, que mapeia as áreas com maior incidência de casos.

Delegacias com policiamento 24h foram instaladas nas Comunidades do Jardim Castelão, Babilônia, Gereba, Sossego, Verdes Mares, Lagoa do Urubu; e nos residenciais Alameda das Palmeiras e José Euclides Ferreira Gomes, ambos localizados no Grande Jangurussu. Além disso, Costa ressalta o aumento de efetivo policial, e destaca que o envolvimento com tráfico de drogas continua sendo "o principal fator a ceifar de vidas".

Balanço do mês

Se comparado apenas o mês de agosto, conforme balanço apresentado pela SSPDS, a RMF teve o maior recuo na quantidade de assassinatos cometidos, com 80 crimes a menos - 32,8% melhor que o mesmo período de 2017. A Capital e o Interior Sul acompanharam a queda no índice de CVLIs, com redução de 29,4% e 26,1% em relação a igual período do ano passado.

A única região do Estado que teve aumento no número de mortes violentas, no período avaliado, foi o Interior Norte, com 77 assassinatos contabilizados contra 69, em 2017. "Agosto foi o mês com menos homicídios no Estado em números absolutos. Até então, o melhor mês, com o menor número de CVLIs, era fevereiro. Agosto superou esse índice. Isso prova que estamos no caminho certo", ressalta Costa.

Conselho

Para o novo presidente do Conselho Estadual de Segurança Pública (Consesp), coronel Fernando Albano, os CVLIs e os Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs) são os principais desafios da Segurança Pública do Ceará. Questionado sobre o assunto, o coronel disse que índices "inquietam a sociedade". "Tentamos buscar estratégias nas áreas de Inteligência e também em potencializar as ações do policiamento ostensivo preventivo". (Colaborou Alessandra Castro)



Total de acessos: 235306

Visitantes online: 11