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(Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Pesquisa Ibope: Bolsonaro oscila de 26% para 28%; Haddad sobe 11 pontos.

Petista se isola em 2º na disputa; para diretora do Ibope, cresceu a chance de um 2º turno entre nomes do PT e PSL.

19/09/2018

São Paulo. O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, subiu 11 pontos porcentuais em uma semana e se isolou na segunda colocação, com 19%, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), que oscilou dois pontos porcentuais para cima e chegou a 28%. É o que revela pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada, ontem, a quarta desde o início oficial da campanha.

"Com esse crescimento de Haddad, a probabilidade de haver segundo turno entre ele e Bolsonaro aumentou significativamente, embora não se possa descartar outros cenários", disse Marcia Cavallari, diretora executiva do Ibope Inteligência.

Ciro Gomes (PDT) se manteve com os mesmos 11% da semana anterior. O presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, oscilou dois pontos para baixo, de 9% para 7%. E Marina Silva (Rede) caiu três pontos, de 9% para 6%.

Em sua primeira semana como substituto de Lula, condenado e preso na Operação Lava-Jato, Haddad avançou de 8%, patamar que o colocava em situação de empate com três adversários, para 19%. Com isso, o petista abriu oito pontos de vantagem sobre Ciro, seu principal rival na disputa por uma vaga no segundo turno. O petista foi oficializado candidato no dia 11, após Lula ter sido barrado pela Justiça Eleitoral. A pesquisa atual é a primeira do Ibope que capta os efeitos da substituição.

O levantamento é também o segundo desde que Bolsonaro foi esfaqueado em Juiz de Fora (MG), quando participava de um evento de campanha. Desde então, ele subiu seis pontos porcentuais, de 22% para 28%.

Tendência

Os candidatos do PSL e do PT são os dois únicos que apresentaram tendência de alta desde o início da série de pesquisas Ibope, em 20 de agosto.

Considerando a divisão geográfica do eleitorado, Haddad avançou em todas as regiões, em especial no Nordeste, onde passou de 13% para 31% e assumiu a liderança isolada, deixando Ciro Gomes e Bolsonaro empatados em segundo lugar, com 17% e 16%, respectivamente.

O petista também teve crescimento forte no Sudeste, onde vivem mais de quatro em cada dez eleitores do País, quase triplicando sua taxa de intenção de votos, de 6% para 15%. Nesse caso, porém, ficou atrás de Bolsonaro, que tem 29%.

O candidato do PSL colhe seu melhor resultado na região Sul, onde tem 38% das preferências. O resultado se assemelha ao que ele havia obtido na semana anterior (37%).

Já votos branco/nulos somaram 14%. "Não sabe"/"não respondeu" atingiu 7%.

Rejeição

No quesito rejeição, Bolsonaro manteve a primeira colocação, com 42%, praticamente o mesmo resultado da semana anterior (41%). Haddad, à medida que fica mais conhecido, ganha simpatizantes e também desperta mais repúdio: cresceu de 23% para 29% a parcela de eleitores que não votaria no petista de jeito nenhum.

Renda

Na segmentação por renda, Bolsonaro se sai melhor entre os mais ricos. Ele tem 41% das intenções de voto na parcela dos que ganham cinco salários mínimos ou mais. No outro extremo, entre os que ganham até um salário mínimo, a taxa é de apenas 12%. Na faixa dos mais pobres, Haddad tem 27% das intenções de voto. É o único segmento de renda em que o petista fica à frente do principal adversário.

Continua forte a disparidade de intenções de voto em Bolsonaro na divisão por gênero. Ele tem 36% entre os homens e 20% entre as mulheres.

Revés

Na noite de ontem, Bolsonaro sofreu uma derrota no plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que rejeitou, por unanimidade, representação do candidato do PSL contra a participação do ex-presidente Lula em uma das propagandas de Haddad. Também foram negadas dez representações de Bolsonaro contra propagandas de Alckmin.

O pedido havia sido negado pelo relator, ministro Sérgio Banhos, mas Bolsonaro recorreu sobre a propaganda do último dia 6 de setembro, na qual, segundo o partido, a propaganda faz "apologia à pessoa do ex-presidente Lula e sua candidatura, desobedecendo determinação expressa deste Tribunal Superior Eleitoral", que barrou o registro de Lula. Na peça, Haddad e Lula criticaram o governo de Michel Temer (MDB-SP).

Dois ministros da Corte falaram expressamente que não viam irregularidade no uso de Lula pelo PT nas propagandas de Haddad. Isso porque a legislação eleitoral autoriza que apoiadores sejam utilizados em até 25% da propaganda.



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