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Postulantes ao Palácio do Planalto, Marina Silva (REDE), Henrique Meirelles (MDB) e Geraldo Alckmin (PSDB) têm patinado nas últimas pesquisas, mas mantêm o discurso de que podem surpreender nos últimos dias de campanha. (Foto: AFP)

Presidenciáveis ainda veem disputa em aberto pelo 2º turno.

Números da pesquisa do Ibope renderam várias interpretações pelos candidatos, que lutam por vaga na reta final.

20/09/2018

Rio de Janeiro/São Paulo. Os candidatos à Presidência veem a disputa por uma vaga no 2º turno das eleições 2018 ainda em aberto. Ontem, alguns deles repercutiram a pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo, divulgada na terça-feira (18), e que mostra Jair Bolsonaro (PSL) na liderança com 28% e Fernando Haddad (PT) em 2º, com 19%.

Terceiro colocado na pesquisa, com 11%, Ciro Gomes (PDT) disse que a pesquisa é um retrato de momento e que segue em sua campanha com muito trabalho e serenidade. Ele afirmou que o País não aguenta mais a "bomba da polarização" com o PT.

As simulações de segundo turno mostram empate técnico em três dos quatro cenários testados pelo Ibope nas eleições 2018.

Os dois primeiros colocados no primeiro turno - Bolsonaro e Haddad- teriam 40% cada em um confronto direto, caso este ocorresse hoje.

Presença de Haddad

No cenário em que a disputa fosse entre Bolsonaro e o ex-governador tucano Geraldo Alckmin, o placar seria de 38% a 38%. Em um embate com Ciro, o candidato do PSL ficaria com 39%, ante 40% do pedetista.

Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos, trata-se também de empate técnico. A única que perderia para o candidato do PSL fora da margem de erro é Marina Silva (Rede), que teria 36% dos votos, ante 41% de Bolsonaro. Alckmin dá como certa a presença de Haddad no 2º turno, mas prevê queda do candidato do PSL. "Vamos estar no segundo turno e vamos ganhar as eleições", disse o ex-governador de São Paulo.

"Nós precisamos escolher quem vai com o PT, pra vencer o PT no segundo turno. Esse é o fato. O PT já está no segundo. Precisamos ver quem vai com o PT no 2º turno pra vencer o PT", disse Alckmin. "Vejo que a curva do candidato (Fernando Haddad, do PT), é uma curva ascendente. (A do Bolsonaro) Não, está no teto e tenderá a cair".

'Covardaço'

Alvaro Dias (Podemos) disse que seria "um covardaço" se abrisse mão de sua candidatura para apoiar um adversário. "Vou até o último minuto desse jogo na esperança de ir para o segundo turno". João Amoêdo (Novo) afirmou que não é o momento para antecipar voto útil e que também não vai desistir da campanha. Ambos têm 2%.

Já Henrique Meirelles (MDB) demonstrou otimismo sobre sua candidatura à Presidência da República. "Os indícios apontam que temos boas chances na disputa. Minha candidatura está crescendo e acredito que podemos ganhar, até mesmo no primeiro turno", afirmou.

Em alta

Com 11 pontos porcentuais a mais que o Ibope anterior, Haddad disse que o resultado o coloca "praticamente" no segundo turno. "Foi o maior crescimento da história do Ibope em uma semana. Graças a vocês, à militância, nós praticamente atingimos o patamar de ir para o segundo turno", disse, em ato na periferia paulistana.

Haddad avançou em todos os segmentos da nova pesquisa Ibope, sobretudo por sua força entre os nordestinos, os mais pobres e menos escolarizados. Ele cresceu 17 pontos (de 10% para 27%) entre os eleitores que ganham até 1 salário-mínimo e 18 pontos só no Nordeste.



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