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Evento reuniu oito presidenciáveis: Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin ( PSDB), Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Guilherme Boulos (PSOL) e Henrique Meirelles (MDB). (Foto: France Presse)

Em São Paulo: Fernando Haddad vira principal alvo em debate.

27/09/2018

São Paulo. O petista Fernando Haddad foi o principal alvo dos adversários em debate realizado ontem, em São Paulo. Enquanto o líder das pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL), segue internado em recuperação do atentado sofrido, o ex-prefeito de São Paulo, isolado na segunda colocação, recebeu os mais fortes ataques, justamente de adversários com quem seu partido já teve boas relações, como Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede).

No embate direto com Haddad, Ciro e Marina se distanciaram do antigo aliado e apontaram o PT como responsável pelo crescimento de Bolsonaro e pela chegada do presidente Michel Temer à Presidência. Sem Bolsonaro, oito candidatos participaram do encontro organizado pelo SBT em parceria com a "Folha de S.Paulo" e o "UOL": Álvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), além de Haddad, Ciro e Marina.

Bolsonaro pouco foi citado no debate mas esteve na cabeça dos adversários durante todo o confronto. Ao atacarem o PT, Alckmin, Ciro, Dias e Marina procuraram, na verdade, conquistar eleitores de perfil antipetista, e que estão hoje com o candidato do PSL. As campanhas eleitorais têm avaliado que grande parte do eleitor de Haddad, herdeiro eleitoral do ex-presidente Lula, está consolidado e dificilmente trocará de candidato.

Terceiro colocado, com 12% das intenções de voto, Ciro afirmou que preferiria não governar com o PT, caso eleito. Disse que o partido de Haddad foi responsável pela boa performance nas pesquisas de Bolsonaro, a quem chamou de "aberração".

"Francamente, se eu puder governar sem o PT, eu preferia. Nesse momento, o PT representa uma coisa muito grave para o país, se transformou nessa estrutura de poder odienta, que criou Bolsonaro", disse Ciro.

Haddad rebateu: "Acabo de ver o Ciro dizer que não gostaria de governar com o PT. Mas, poucos meses atrás, me convidava para vice-presidente na sua chapa e chamava essa chapa de dream team, o time dos sonhos".

Ao final do debate, indagado se continuará a buscar um aliança com o pedetista caso chegue ao segundo turno, o petista foi categórico: " Vou, lógico".

Críticas

Haddad também foi alvo de ataques ao debater com Marina, com quem travou um duelo sobre a "paternidade" do governo Temer. Primeiro, ela disse que o PT havia colocado Temer na Presidência, ao que Haddad respondeu: "Quem botou o Temer lá foram vocês (oposição). O Temer traiu a Dilma e não conseguiria chegar à Presidência se não fosse o apoio da oposição. Você participou desse movimento".

Na tréplica, ela citou a aliança do PT com Renan Calheiros, também favorável à remoção de Dilma do cargo, em Alagoas: "É muito engraçado, Haddad, você vir falar do Temer e do impeachment quando foi pedir a bênção do Renan Calheiros. O PT faz discurso dos trabalhadores e se junta com o Temer".

Do lado dos candidatos antipetistas que também tentam chegar ao segundo turno, Alckmin não teve confronto direto contra Haddad. Na defensiva, o ex-governador sofreu com críticas a pontos fracos de seu governo no estado de São Paulo.

Alckmin foi duramente atacado por Boulos, que o chamou de "Cabral que não foi preso", e ironizado por Meirelles, por problemas no governo de São Paulo:

"Candidato, vamos falar de eficiência. O estado de São Paulo deve finalmente completar a linha 5 do Metrô. O problema é que isso demorou 20 anos".



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