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Postulante do PSL ao cargo de governador, Hélio Góis avaliou a campanha durante visita, na manhã de ontem, ao Sistema Verdes Mares. (Foto: Saulo Roberto)

Candidato do PSL: Lava-Jato pode ser "tábua de salvação", diz Hélio Góis.

27/09/2018

O candidato do PSL ao Governo do Estado, Hélio Góis, declarou ontem, em entrevista ao Diário do Nordeste, que a Operação Lava-Jato "talvez seja a tábua de salvação do Brasil". A afirmação foi feita em visita ao Sistema Verdes Mares (SVM), após o postulante sustentar que o Estado brasileiro foi "aparelhado" pelas esquerdas. Hélio Góis defende que é o único candidato de direita na disputa pela chefia do Executivo estadual neste ano.

"Sou o único candidato de direita nessa eleição, que representa, verdadeiramente, essa agenda, com liberalismo econômico e conservadorismo nos costumes", disse. Ele aposta que, a partir dessa identificação, apoiadores do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) passem a endossá-lo no Ceará. "Em razão justamente do volume da campanha e resultados em pesquisas, o nosso nome acabou ganhando força e aderência entre aqueles que apoiavam Jair, porque viam uma identidade filosófica".

Para Hélio Góis, o candidato General Theophilo (PSDB) seria de esquerda. "Ele fala sobre questões de justiça social, de feminicídio, de feminismo e todas essas agendas que são pautas da esquerda", afirma o postulante. De acordo com ele, a agenda "esquerdista" não seria apenas de Theophilo, mas do PSDB.

O candidato do PSL também não poupa o PT de críticas. Segundo ele, a sigla estaria tentando implementar o socialismo no Ceará. "Temos uma carga tributária que coloca o Estado na condição de sócio de qualquer pessoa que pretende empreender. Hoje, temos pessoas que saem dos bancos da universidade em busca de concurso público porque querem inflar a máquina do Estado a ponto de não conceber a vida fora dele", criticou.

Neófito

Concorrendo pela primeira vez a uma eleição, o candidato aponta que a campanha tem sido "um aprendizado, principalmente do ponto de vista das questões humanísticas, formidável". Entretanto, Góis afirma que não esperava ter que defender o próprio nome e ainda ser o principal responsável no Estado pela candidatura de Jair Bolsonaro. O presidenciável está impossibilitado de fazer campanha nas ruas desde o último dia 6, quando foi esfaqueado em uma caminhada em Juiz de Fora (MG).

"Hoje, faço uma campanha para o Governo do Estado e para a Presidência da República simultaneamente", disse. O candidato ainda não pensa se continuará ou não na vida pública caso não chegue ao segundo turno. "Vamos com um dia de cada vez. A minha prioridade agora é (chegar) ao segundo turno", disse. Na última pesquisa Ibope, divulgada na segunda-feira, Góis teve 2% das intenções de voto.



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