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O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, propõe tratamentos mais simples e rápidos para enfrentar a tuberculose, responsável por 1,6 milhão de mortes em nível global. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ministro da Saúde defende cooperação internacional no combate à tuberculose.

Gilberto Occhi diz em reunião da ONU que "nehuma pessoa afetada pode ficar para trás".

28/09/2018

A Organização das Nações Unidas (ONU) realizou, nesta quarta-feira (26), a primeira reunião de alto nível sobre tuberculose, com o objetivo de acelerar as ações de combate à infecção que mais mata no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no ano passado, a doença foi responsável por 1,6 milhão de mortes em nível global, e um quarto da população mundial pode desenvolvê-la. O Brasil foi representado no evento por Gilberto Occhi, ministro da Saúde.

Em seu último relatório, a ONU alertou que os países não têm feito o suficiente para combater a doença. No encontro, em Nova York, representantes de países com altas taxas de tuberculose aprovaram por aclamação a declaração política governamental “Unidos pelo fim da tuberculose: uma resposta global a uma epidemia global”. Esse documento ressalta que a tuberculose é problema de saúde pública e reforça o comprometimento dos estados para atingir a meta de eliminação da doença até 2030, conforme estabelecem os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Política Externa e Saúde Global

Gilberto Occhi discursou como representante da Iniciativa da Política Externa e Saúde Global, que integra Brasil, África do Sul, França, Indonésia, Noruega, Senegal e Tailândia. Criada em 2007, a união tem o objetivo de incluir a saúde como pauta prioritária na política externa dos países.

Em sua fala, Occhi destacou que a tuberculose é um dos maiores “riscos transfronteiriços” e que o enfrentamento à doença não é possível sem cooperação internacional. O ministro brasileiro enfatizou a importância do investimento em pesquisa e inovação para produção de novos medicamentos.

O ministro defendeu ainda o desenvolvimento de tratamentos mais simples e rápidos, além de uma vacina eficaz que seja acessível a toda a população. “Não podemos deixar nenhuma pessoa afetada pela tuberculose para trás. É preciso proteger os mais vulneráveis, é preciso prevenir, diagnosticar e tratar todas as pessoas afetadas pela doença de forma universal.”

Pesquisas

Integrantes do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), realizaram um encontro prévio, na terça-feira (25), para discutir formas de cooperação que acelerem as pesquisas sobre a infecção. Juntos, os países do Brics respondem por 40% dos casos de tuberculose no mundo. O Brasil tem um terço de toda a carga de tuberculose das Américas e cerca de 34% dos casos de coinfecção TB-HIV.

Representantes da sociedade civil, especialistas e integrantes da Rede Brasileira de Pesquisas em Tuberculose (Rede-TB) também participaram da reunião de alto nível. A delegação brasileira está na expectativa de que os países do Brics anunciem aporte significativo de recursos para pesquisa em tuberculose.

A meta da ONU é que o investimento global para prevenção, diagnóstico e tratamento da tuberculose alcance até 2022 o volume de US$ 13 bilhões por ano. Para pesquisa global, o objetivo é chegar a US$ 2 bilhões de investimento, para cobrir a lacuna atual estimada em US$ 1,3 bilhão.



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