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A partir das informações levantadas pelos especialistas, a equipe da Operação Sorriso vai discutir, caso a caso, e selecionar os 40 pacientes. (Foto: Antonio Rodrigues)

Operação Sorriso atende no Cariri.

As operações acontecerão no Hospital São Raimundo, no Crato, com os médicos voluntários, e contemplará pessoas a partir dos seis meses de vida.

10/10/2018

Mais de 100 pessoas participaram do processo de triagem da Operação Sorriso, nessa terça-feira (9), que vai realizar, entre os dias 11 e 14 deste mês, cerca de 40 cirurgias gratuitas de correção de lábio leporino e fenda palatina, em Crato. A seleção dos pacientes aconteceu na Unidade Básica de Saúde do Pirajá, em Juazeiro do Norte, e recebeu moradores de municípios próximos como Barbalha, Jardim, Assaré e até de outros estados, como Pernambuco e o vizinho Rio Grande do Norte.

Com um custo médio de 10 a 20 mil reais, a correção de lábio leporino e fenda palatina afeta não só a autoestima da pessoa, mas ajuda a corrigir problemas de saúde como distúrbios na voz, dificuldades de deglutição e respiração. Por isso, durante a triagem, o paciente é avaliado por uma equipe multiprofissional composta por cirurgião plástico, anestesista, pediatra, fonoaudiólogo, psicólogo, entre outros. Ao todo, são nove especialidades.

"O intuito é fornecer essas cirurgias e o acompanhamento. A pessoa será vista daqui a uma semana, seis meses, um ano. Será dado um seguimento ao paciente. Poucas são as que precisam de só uma cirurgia. Isso vai sendo tratado gradativamente", explica o médico Maurício Magalhães.

A partir das informações levantadas pelos especialistas, a equipe da Operação Sorriso vai discutir, caso a caso, e selecionar os 40 pacientes. "A gente tem um sistema de prioridades. Um lábio nunca operado é prioridade um porque é algo que já muda a vida da pessoa. A partir do momento que corrigiu, já mudou a vida dela".

Desde os seis meses de vida, a pessoa já pode ser operada. Em casos raros, com quatro a cinco meses, também é possível. Por isso, boa parte dos pacientes são crianças. Outros já passaram pela cirurgia, mas não corrigiram todos os problemas. É o caso do jovem José Denilson, de 20 anos, que corrigiu o lábio, mas aguarda os outros procedimentos.

Ele e sua mãe, a dona de casa Adneusa Oliveira, saíram do sítio Baixio das Palmeiras, em Crato, para finalizar o tratamento iniciado em Fortaleza. "O sonho dele é terminar. Estou aqui por causa da autoestima, do preconceito. Estou com mais esperança que dê certo", disse a mulher.

No entanto, outras pessoas percorreram distâncias ainda maiores, como a dona de casa Gisele Moura, que viajou por ruas do Cedro (PE) para que seu filho de um ano e nove meses fosse operado. "Eu já tentei na clínica privada, mas pararam de fazer. Aí soube da pré-triagem e fui. A cirurgia é importante para tudo. Autoestima, fala da criança, respiração, mastigação. Ele tem dificuldade, quando come se engasga: às vezes sai a comida pelo nariz", narra a jovem.

Já a estudante Taís de Freitas atravessou quase 400 km de Governador Dix-Sept Rosado (RN) até Juazeiro do Norte para corrigir a fissura palatina de seu filho de nove meses. "Em janeiro fui pra triagem em Mossoró, mas ele só tinha 26 dias de vida e tinha uma cardiopatia. A gente faz o tratamento e hoje viemos para cá. Agora, estou otimista".

Outras doenças

As cirurgias acontecerão no Hospital São Raimundo, em Crato, com os médicos voluntários da Operação Sorriso. No entanto, é difícil precisar o prazo total do tratamento. "Tem casos mais simples, complexos e ultracomplexos. Pode não parecer, mas a fissura palatina, normalmente vem acompanhada de outras doenças. Por isso que todo mundo aqui é altamente treinado para isso", garante Maurício Magalhães.



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