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Os Correios estão na lista de estatais que podem ser privatizadas. (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Privatizações voltam ao debate por candidatos à Presidência

Atuação do governo em áreas nas quais a iniciativa privada também atua é assunto latente no País; candidatos Haddad e Bolsonaro possuem planos opostos em relação ao tema.

10/10/2018

O debate sobre privatização de estatais se tornou mais recorrente durante o processo eleitoral deste ano, uma vez que os dois candidatos à Presidência, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), possuem planos de governo opostos em relação a este tema. O petista é contra privatizar ativos públicos, sobretudo de empresas consideradas "estratégicas". Já Bolsonaro defende realizar um programa de privatizações, com a possibilidade de incluir os bancos controlados pelo governo. Para especialistas e economistas, é necessário haver discussões mais aprofundadas sobre quais ativos podem ser ou não vendidos à iniciativa privada.

"Educação, Saúde e Segurança são funções que o estado precisa estar presente. As outras, a sociedade precisa debater com mais profundidade qual o papel de cada. Aquilo que é para ser público nós temos que implementar uma boa gestão pública", opina o presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon) e professor da UECE, Lauro Chaves.

No âmbito nacional, ele afirma que há um amplo debate em torno da privatização do sistema Eletrobras, de parte das funções da Petrobras, dos Correios e das estradas federais. "Eu não acredito na privatização dos bancos públicos nem das universidades e institutos federais. Não seriam medidas adequadas para o nosso desenvolvimento".

Para um dos diretores do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef-CE), Renato Aguiar, de uma forma geral, o estado se volta cada vez mais para os setores de segurança, educação, saúde e agências reguladoras. "Este momento de redução do tamanho do estado se percebe nas principais economias do mundo e o foco é nas atividades mais essenciais voltadas para a população. Outro caminho são as parcerias público-privadas", afirma.



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