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Parte da vegetação ficou comprometida pelo fogo, inviabilizando o plantio e deixando o solo empobrecido por longo período. (Foto: Antonio Rodrigues)

Número de unidades para debelar incêndios é insuficiente.

Com apenas três unidades na região do Cariri, muitas vezes, os militares precisam ser divididos para atender às ocorrências. Em alguns casos, precisam atuar áreas distantes umas das outras.

11/10/2018

As chamas que atingiram a vegetação no distrito do Baixio das Palmeiras, em Crato, localizado no sopé da Chapada do Araripe, nessa terça-feira (9), e outra queimada que aconteceu em Mauriti, na manhã de ontem (10), evidenciaram a alta demanda por serviços de combate causada pelos incêndios no Cariri. Só em outubro, foram registrados 1.278 focos em todo o Estado do Ceará, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INEP). No fim de agosto até dezembro, a atenção é redobrada por causa do calor, da vegetação seca e dos ventos que espalham o fogo com mais facilidade.

No Cariri, o Corpo de Bombeiros possui três unidades: duas em Juazeiro do Norte e outra na cidade do Crato. Ao todo, na região, são 27 municípios atendidos pelo efetivo de 111 militares. Muitas vezes, eles são divididos em várias frentes para atender às diversas ocorrências, como em Mauriti e em Crato. Na semana passada, outro grande incêndio, que durou cinco dias, atingiu Aurora e Barro.

"A nossa sorte é que os municípios têm ajudado cedendo homens formados nas brigadas da Prefeitura", conta o major Noberto Santos, comandante do 5º Grupamento de Bombeiro (GB) que atende toda a Região.

Segundo ele, o apoio dado pelos municípios tem sido fundamental para atender a demanda local que cresce nos meses mais quentes do ano. As prefeituras cedem brigadas, carros-pipa e, também, homens que abrem as veredas, separando a área de queima da área que ainda não foi atingida.

No Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) há brigadas destinadas apenas aos incêndios florestais na Chapada do Araripe. "Se eu tivesse o dobro no meu efetivo, não seria suficiente. São muitos focos. Nós fazemos uma triagem do que é mais importante e a gente acaba fazendo o combate", explica o comandante.

No entanto, o major Noberto está otimista com a contratação de mais 270 militares que, segundo ele, alguns serão destinados ao Cariri. "É necessário que estes homens venham", acrescenta. Contudo, o comandante, que tem mais de 23 anos de corporação, vê este como um dos melhores momentos para o Corpo de Bombeiros local.

Bombeiros

Em nota, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE) disse que está em andamento dois cursos de formação: um para a carreira de oficiais e outro para a carreira de praças. Está ao cargo da Academia Estadual da Segurança Pública (AESP-CE) e, após a conclusão dos referidos cursos, o comando distribuirá os homens em todo o Estado.



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