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Mansueto disse que cortes de despesas devem continuar a serem feitos. (Foto: Kid Júnior)

Secretário do Tesouro Nacional defende continuidade de reformas.

Mansueto Almeida alerta para o fim de um ambiente econômico de juros e inflação baixos se agenda reformista não for mantida pelo Governo Federal.

11/10/2018

Caso o próximo governo não dê continuidade ao ajuste fiscal iniciado durante o governo do presidente Michel Temer, o atual ambiente de inflação e juros baixos pode ficar para trás, comprometendo a ainda lenta recuperação econômica. Essa é a visão do secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, que participou, na manhã de ontem (10), do debate "O Desafio do Ajuste Fiscal e o Crescimento Econômico", realizado na Faculdade de Direito da UFC.

"O que é essencial é que ao longo do próximo ano, o próximo governo aprove a reforma da Previdência, porque se ele não aprovar vai ficar difícil ele cumprir com o teto dos gastos a partir de 2020", disse Mansueto. "O Brasil ainda está no meio de um ajuste fiscal. Há dois anos, foi aprovada a emenda do teto dos gastos, as despesas vêm caindo um pouco, mas o desequilíbrio fiscal no Brasil ainda é muito grande. A meta de déficit neste ano é de R$ 161 bilhões".

Hoje, o déficit previdenciário cresce em torno de R$ 40 bilhões por ano, enquanto o déficit com gastos com pessoal avança cerca de R$ 20 bilhões ao ano. "Então será preciso modificar a dinâmica dessas duas despesas", disse Mansueto. O secretário do Tesouro Nacional acrescentou que, com uma carga tributária elevada, não há tanto espaço para combater o déficit fiscal com alta de impostos, restando, portanto, a redução de despesas obrigatórias, que deverão passar pelo Congresso.

"O que tem acontecido no ajuste fiscal no Brasil são cortes aos poucos, cortes graduais. Mas a gente vai ter que continuar fazendo isso. Caso contrário vai ter que ser (aumento da) carga tributária. Se você quiser fazer ajuste fiscal sem cortar despesas, sem aumentar receita, aí vai ter inflação, como é o caso da Argentina, onde vai passar de 30% neste ano".

Sobre os planos de governo dos candidatos que disputarão o segundo turno, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), Mansueto destacou apenas que ambos sinalizam a necessidade do ajuste.

"Acredito que todos os candidatos, inclusive os dois que foram ao segundo turno, estão cientes da necessidade do Brasil continuar o ajuste fiscal. Claro que cada um tem ideias diferentes, planos diferentes", afirmou.



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