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Petista assistiu à Missa na paróquia Santos Mártires, no Jardim Ângela, na capital de SP. (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Violência contra militância vira mote da propaganda do PT.

13/10/2018

O presidenciável Fernando Haddad culpou os apoiadores do seu rival, Jair Bolsonaro (PSL), pelos recentes casos de violência registrados contra ativistas de esquerda. Ele também mostrou seu lado informal, família e hobbies

Fernando Haddad (PT) luta para reduzir a grande vantagem de seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL). Ontem, o ex-ministro da Educação aproveitou o retorno do horário eleitoral gratuito para denunciar os episódios de violência que envolveram a campanha nos últimos dias e citar algumas de suas propostas, como a criação de empregos e um salário mínimo forte. A propaganda do PT atribui a partidários de Bolsonaro casos de "mulheres que são agredidas nas ruas" por questões políticas.

Haddad, de 55 anos, também aparece como um homem caseiro, pai de dois filhos, professor universitário e prefeito de São Paulo, além de guitarrista. "Nossa campanha é a da sinceridade e da paz, contra os ataques e as mentiras no Whatsapp".


Em bar no Centro paulistano, eleitores acompanharam a propaganda eleitoral gratuita. (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Haddad assumiu a candidatura do PT em 11 de setembro, no lugar do ex-presidente Lula, preso desde abril.

Após o primeiro turno, Lula disse a Haddad para deixar de visitá-lo na prisão, na sede da Polícia Federal em Curitiba, mas o candidato incluiu em sua propaganda elogios ao ex-presidente, colocando em dúvida a estratégia de distanciamento do líder petista.

Haddad espera que a propaganda de rádio e TV ajude a acabar com a vantagem do capitão, com quem luta em uma guerra sem quartel nas redes sociais, onde se refere a Bolsonaro como "mentiroso e charlatão". A mais recente pesquisa para o segundo turno, no dia 28 de outubro, dá ao candidato do PSL 58% das intenções de voto, contra 42% para Haddad, do PT. O Ibope divulga nova pesquisa na segunda.

Ontem, Haddad participou de uma Missa na periferia de São Paulo. Durante a homilia, o padre irlandês Jaime Crowe conclamou uma oração às vítimas da violência em campanhas políticas. "Arma é instrumento de morte", disse.

Na saudação, incentivados pelo padre, Haddad e fiéis repetiram três vezes: "Senhor, que a paz reine neste País".

Haddad, sua mulher, Ana Estela, e a vice do candidato, Manuela D'Ávila (PCdoB), comungaram. Haddad foi abordado por uma eleitora que chamava de sacrilégio sua presença na Missa. Ainda dentro da igreja, a eleitora, que não quis se identificar, chamava Haddad de abortista. "Sou neto de um líder religioso, e você deve ser ateia", reagiu ele.



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